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DEDICATÓRIAS DE LIVROS


Para meus alunos...que me ensinaram tudo o que eu precisava saber.

Syd Field



A Léon Werth

Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande. Tenho uma desculpa séria: essa pessoa grande é o melhor amigo que possuo no mundo. Tenho uma outra desculpa: essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas, até mesmo os livros de criança. Tenho ainda uma terceira: essa pessoa grande mora na França, e ela tem fome e frio. Ela precisa de consolo. Se todas essas desculpas não bastam, eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças. (Mas poucas se lembram disso). Corrijo, portanto, a dedicatória :

A Léon Werth (quando ele era pequenino)

Antoine de Saint-Exupéry


A Maria

Seja o teu nome aqui pois o que teu retrato é o mais belo adorno desta obra como um bento que murmura, apanhado numa árvora qualquer, mas certamente santificado pela religião e renovado, sempre verde, por mãos piedosas, para proteger a casa.

Honoré de Balzac


Ouçam a longa história de meus males, e curem sua dor com minha dor; que grandes mágoas podem curar mágoas.

Camões


Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas.

Machado de Assis


À TERRA NATAL

um filho ausente

José de Alencar



À memória dos sete grandes geômetras cristãos ou agnósticos:

Descartes
Pascal
Newton
Leibnitz
Euler
Lagrange
Comte

(Allah se compadeça desses infiéis)

e à memória do inesquecível matemático, astrônomo e filósofo muçulmano

Buchafar Mohamed Abenmusa Al Karismi

(Allah o tenha em sua glória!)

e também a todos que estudam, ensinam, ou admiram a prodigiosa ciência das grandezas, das formas, dos números, das medidas, das funções, dos movimentos e das forças

eu, "el-hadf" cherif

Ali Iezid Izz-Edin Ibn Salin Hank Malba Tahan

(Crente de Allah e de seu santo profeta Mafoma)

dedico essa desvaliosa página de lenda e fantasia.

Malba Tahan



Ao magnífico Lorenzo, filho de Piero de Médicis

As mais das vezes, costumam aqueles que desejam granjear as graças de um príncipe trazer-lhe os objetos que lhes são mais caros, ou com os quais o vêem deleitar-se; assim, muitas vezes, eles são presenteados com cavalos, armas, tecidos de ouro, pedras preciosas e outros ornamentos dignos de sua grandeza. Desejando eu favorecer a Vossa Magnificência um testemunho qualquer de minha obrigação, não achei, entre os meus cabedais, coisa que me seja mais cara ou que tanto estime quanto o conhecimento das ações dos grandes homens apreendido por uma longa experiência das coisas modernas e uma contínua lição das antigas; as quais, tendo eu, com grande diligência, longamente cogitado, examinando-as, agora mando a Vossa Magnificência, reduzidas a um pequeno volume.

E conquanto julgue indigna esta obra da presença de Vossa Magnificência, não confio menos em que, por sua humanidade, deva ser aceita, considerando que não lhe posso fazer maior presente que lhe dar a faculdade de poder em tempo muito breve aprender tudo aquilo que, em tantos anos e à custa de tantos incômodos e perigos, hei conhecido. Não ornei esta obra e nem a enchi de períodos sonoros ou de palavras empoladas e floreios ou de qualquer outra lisonja ou ornamento extrínseco com que muitos costumam descrever ou ornar as próprias obras; porque não quis que coisa alguma seja seu ornato e a faça agradável senão a variedade da matéria e a gravidade do assunto. Nem quero que se repute presunção o fato de um homem de baixo e ínfimo estado discorrer e regular sobre o governo dos príncipes; pois os que desdenham os contornos dos países se colocam na planície para considerar a natureza dos montes, e para considerar a das planícies ascendem aos montes, assim também para conhecer bem a natureza dos povos é necessário ser príncipe, e para conhecer a dos príncipes é necessário ser do povo.

Tome, pois, Vossa Magnificência este pequeno presente com a intenção com que eu o mando. Se esta obra for diligentemente considerada e lida, Vossa Magnificência conhecerá meu extremo desejo que alcance aquela grandeza que a Fortuna e outras qualidades lhe prometem. E se Vossa Magnificência, do ápice da sua altura, alguma vez volver os olhos para baixo, saberá quão sem razão suporto uma grande e contínua má sorte.

Nicolau Maquiavel