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11. O Buddhismo fala que o mundo é uma ilusão? 11. O Buddhismo fala que o mundo é uma ilusão? O 1º e 2º verso do Dhammapada diz o seguinte: A mente é precursora de todas as coisas. Fica mais claro que a intenção aqui é realçar a intenção na mente como o fator principal na produção de estados maléficos (não saudáveis) e não como algum tipo de afirmação ontológica. 12. A "modern" view of reincarnation (este tópico está em inglês pois foi escrito para outra lista e ainda não o traduzi, sorry!) - some dialogue with other Buddhists. Reply of a friend: There may be several theories that attempt to explain memories of past life: metempsychosis, common memory, etc. But the basis of such theories seem more bizarre than the simple theory of rebirth. I find it hard to understand that people may have so much faith in the buddha and his teachings but choose to deny his very explicit teaching on rebirth, (which I think is fundamental ). On the other hand, theories, which I think would have much less creditability, seem to be given disproportionate consideration. My reply: Metempsycosis was widespread believed through many ancient cultures and consists simply in saying the psychic elements are transmissible, much the same way bodily elements are also re-integrated into other bodies. So when you die your body is eaten by numerous little things becoming part of them. In their turn they will also become part (re-integrated) in other bodies. The same would happen with psychic components of our mind. I really don't see it any more *bizarre*, as you put it, than the karma theory, where actions done in the past end up bearing fruits in subsequent lives. Common memory, in its turn, has some similarities with alaya vijnana type of consciousness believed widespreadly in mahayana. I'm not an expert in mahayana, and certainly there are many ways of understanding "common memory", but again I can't see it being *bizarre*, as the millions of mahayanists also agreed and believed in the alaya vijnana in one way or another. BTW, some scholars even suggest some affinity to bhavanga of Pali commentaries. I find it hard to understand that people may have so much faith in the buddha and his teachings but choose to deny his very explicit teaching on rebirth, (which I think is fundamental ). On the other hand, theories, which I think would have much less creditability, seem to be given disproportionate consideration. I think I got misunderstood here. I didn't deny or have arisen any doubt about rebirth in my original post (nor could I, since so much exists in the Pali Canon). What I did put in question was that perhaps the way rebirth is understood nowadays might not fit those same statements in the Canon. And the *proofs* some people want to believed as doubtless proofs to rebirth can much be due to other reasons. Let's exercise Kalama Sutta! So, expanding my original post, what is kamma-vipaka in the end? Is it results coming from intentional action or is it merely transmission of personality/memory caracteristics of one person to *another*? 13. Nirvana é a morte? 14. What can the laypeople do regarding faulty monks? (infelizmente outro string em inglês) I don't remember the quality of the receiver being "immaterial" to the giver. The teaching in the scriptures is quite the opposite. I can remember many instances like one where two people gave the same thing to two different people and got reborn in different realms because of the quality of the receiver. It's always worthwhile to remind the importance of the lay people also taking an active part in the maintanance of Dhamma in the world. Let's support the noble, sincere and dhamma-keeping monks, and let's do our own work too! 15. O que fazer quando se está só? É importante lembrar que um dos motivos de ser difícil levar a prática buddhista adiante, é o mesmo de porque no Brasil praticamente tudo ser difícil. Isto pode ser sintetizado numa palavra: Iniciativa. Ou melhor, falta dela. Notemos como mesmo uma lista de discussão funciona, em qualquer lugar do mundo. Todos já notaram que em qualquer lista (de não importa que tema) sempre há muitos inscritos, mas apenas alguns participam. Já notaram isto? Afetuosamente os *observadores* são chamados de corujas :) Queremos ouvir, ler, aprender. Ótimo. Mas o outro lado da moeda é compartilhar, colaborar, discutir. Por favor, os *corujas* não tomem isso em nenhum sentido negativo! Isso é apenas uma reflexão pessoal de alguém que já viu muitos grupos, muitas listas, projetos, etc. Reparemos como lidamos qdo fazemos cursos. A maioria senta-se no fundo, escutando. Poucos são os que fazem perguntas, comentários, sugestões. Sentar-se na frente é até considerado ruim por alguns (não é curioso que cdf's que querem de fato aprender sejam ridicularizados por seus colegas?) O que isso tem a ver com o tema? Bem, se você quer sair do lugar é preciso se mover, iniciar. Esperar alguém mandar um texto, fundar um grupo, esperar o excelso buddhismo instalar um centro na casa da esquina não vai adiantar. Acredite: com 90 anos, você ainda vai estar esperando... É preciso sair da dependência do outro. O outro é importante. Para compartilhar, ajudar, colaborar. Mas não para fazer o trabalho que é de cada um. Por mais duro que seja reconhecer, o caminho não é para os tímidos. Como diz Chogyam Trungpa: o caminho é para os guerreiros espirituais. Se o Buddha estivesse pregando na pracinha ao lado, não iríamos visitá-lo por timidez??? Não há livros? (concordo que são caros) Vá na biblioteca, peça emprestado, divida com amigos. Tem acesso à www? Então há milhares de textos e materiais disponíveis. Ah, mas a maioria é em inglês... Ora, aprendamos! Você vai morrer antes de traduzirem aquele livro que pode ser fundamental para o seu caminho. Não entendeu algo, pergunte para quem vc considere que saiba um pouco mais que vc. Não tem ninguém assim em sua cidade? Para que servem cartas e email? Faça anotações, resumos, releia, converse com outros. No Cristianimo há um livro chamado "A Imitação de Cristo". O Buddha exemplificou o árduo trabalho de busca por anos sem descanso. E após o Despertar trabalhou por 45 anos ajudando os seres a acordar. Não se poderia esperar nada menos de quem deseja segui-lo. 16. Renascimento X Reencarnação Reencarnação Espírita » pressupõe a evolução espiritual infinita Mas o assunto é ainda mais difícil de ser discutido porque não temos uma noção clara sobre os próprios termos que são usados. Um exemplo frequente que dou em aulas é o de que raros são os que fazem alguma diferença entre alma e espírito nos dias atuais, mas que antigamente eram dois termos nitidamente se referindo a categorias diferentes. O não-conhecimento leva ao uso de expressões como alma do outro mundo, espírito maligno, espírito imortal, meu espírito, o espírito, e assim por diante. Isso ocorre com um sem número de palavras. Exemplo: frequentemente se fala que o Buddhismo não acredita num eu. Mas o que é isso? Eu não sou eu??? A falta de uma concordância prévia nas definições e palavras que usamos faz com que tudo acabe parecendo um absurdo. Lemos um koan zen falando que um mestre colocou fogo num templo, e tomamos a metáfora como real, saindo à procura de um templo para ser queimado (o exemplo não é fictício, é mais real do que pensam). Assim, usamos em nosso dia a dia palavras como evolução, alma, reencarnação, etc., mas nem paramos para pensar o que significam para nós, para não dizer o que significavam para aqueles que as usaram. 17. Comentários de passagens do livro "A Arte da Cura no Budismo Tibetano" de Terry Clifford (o assunto principal comentado aqui refere-se aos termos Hinayana e Mahayana) Não, o buddhismo, nem mahayana nem vajrayana, foram fundados no Tibet. Ambos são indianos em sua origem e principal desenvolvimento. Não obstante, a figura histórica do Buda Gautama ou Buda Sakyamuni é compreendida como o Buda que surgiu para o nosso tempo e o nosso universo. É o quarto Buda de uma linhagem de mil que ainda aparecerão. O primeiro Buda foi Dipankara e o próximo será Maitreya, o "Buda do Amor". Esta cronologia está um pouco confusa e seria interessante checar as fontes do autor para esta afirmação. Primeiro é preciso estar consciente de que há várias cronologias de Buddhas e deve-se ter cuidado para não confundi-las. A doutrina de mil Buddhas refere-se ao seu aparecimento durante um grande ciclo (mahaa kalpa). Neste ciclo em que vivemos (bhadra-kalpa), 4 já apareceram e Sakyamuni, como diz o autor, foi o quarto. Mas o primeiro foi Kakusandha (skr. Krakucchanda). Diipankara é o primeiro de outra cronologia, a dos 24 Buddhas. Nesta, Kakusandha é o vigésimo-segundo e Sakyamuni o vigésimo-quinto. As coisas já são suficientemente complexas para não sermos confundidos ainda mais, não? O Budismo divide-se, principalmente, em Hinayana )ao pé da letra, o "veículo comum") e Mahayana (o "veículo maior"). O Vajrayana (o "veículo diamantino") é um desdobramento subseqüente do Mahayana esurgiu conjuntamente ao desenvolvimento do tantra. O Budismo no Tibet, na realidade, é uma combinação dos três veículos. Ao "pé da letra", hiinayaana significa veículo pequeno ou baixo e por isso não há nenhuma escola que o aceite para si. Há aqui os resquícios de disputas regionais do começo do milênio (em torno do ano 0) que infelizmente se estendem até hoje por incompreensão e distância geográfica. Hiinayaana foi o nome dado por alguns do movimento Mahaayaana para designar algumas escolas que os antecederam. E aqui vai um esclarecimento: Após o segundo concílio (cerca de 100 anos após a morte do Buddha, a Sangha monástica original passou por um processo de sucessiva divisão até chegar a aproximadamente 18 escolas diferentes. Elas se espalharam tanto em doutrina qto em território, até que, séculos mais tarde, por volta do ano 0, uma nova abordagem doutrinal começou a surgir. Infelizmente, *alguns* dos mais empolgados por esta nova forma começaram a escarnecer de tudo que os antecederam como inferior e se autovangloriarem a si mesmos. Até que pto tinham razão, está fora de questão aqui (o espaço é curto para escrever história), mas o fato é que o Theravaada, uma das 18 escolas antigas nem mesmo estava presente na região onde estes mais empolgados começaram a se comparar com outros (lembremos que maana - a auto-comparação - é um dos grilhões que aprisionam os seres). O Theravaada estava já no Sri Lanka e muito provavelmente foram escolas como o Sarvastivaada que alguns do novo movimento mahaayaana se referiam. Daí que chamar o Theravaada de Hiinayaana não só é pejorativo, mas também ignorância histórica. O caminho Hinayana, também chamado Theravadin ou "o caminho dos mais velhos", é uma continuação do Budismo primitivo. Enfatiza a renúncia, a pureza ascética e a meditação sobre a atenção. Tem por conceito central a impermanência. Apoia-se nos ensinamentos do próprio Buda, enfeixados numa coleção tríplice denominada Tripitaka, os "três cestos", relacionadas com o adestramento triplo. Estes incluem o Vinaya (moral - regras de disciplina), os Sutras (meditação - os sermões de Buda postos por escrito depois de sua morte) e o Abhidharma (sabedoria - a doutrina baseada na análise dos dados da experiência). Deve-se estar claro que tecnicamente nem mahaayaana nem vajrayaana são "escolas", na mesma forma que o Theravaada é uma escola. Não há como compará-los. Como seu nome diz, eles são yaanas e não vaadas, isto é, são veículos, ou como eu gosto de dizer, são movimentos que independem de qual "escola". Eu posso estudar na USP e ser comunista e outro estudar na PUC e ser fascista. Entendem a diferença? Escola é diferente de filiação filosófica. Zen, Gelug, Nyingma, Terra Pura são escolas, e em suas fileiras podemos encontrar inúmeros hiinayaanistas :) Impermanência não é um conceito central do Theravaada, mas de todas as escolas buddhistas. O ideal espiritual do Hinayana é alcançar a liberação para si mesmo. Está encerrado na figura do arhat, que atinge a tranqüilidade do nirvana e se exime dos cursos de nascimento e da morte, o que, todavia, não supõe um completo estado de Buda mas, antes, um estado de santidade. Hehe, isso sempre é engraçado de se ouvir. A base do Theravaada e do atingimento do estado de arahat é anattaa (o não-eu). Não-eu significa justamente não fazer a distinção entre eu e o outro. E aí vem alguém falar que o arahant busca a libertação para si mesmo! Na realidade há uma grande quantidade de palavras que foram mudadas de sentido pelas escolas do Mahaayaana. Palavras como arahant, buddha, bodhisattva, nibbaana (skr. nirvaa.na) não tem o mesmo significado técnico nas escolas antigas (e portanto no Canon original) e nas obras mahaayaana. Isto é fonte de mil desentendimentos entre os dois. Tenham cuidado e saibam que tipo de livro ou obra estão lendo ou escutando algo. O ideal espiritual do Mahayana é alcançar a iluminação por amor aos outros seres. Está encerrado no conceito de bodhisatva, que por amor a todos os seres, que tanto podem ser minúsculos insetos como imperadores, jura adiar o seu próprio ingresso no nirvana a fim de continuar no mundo para libertar do sofrimento os demais seres. O voto e o ideal do bodhisatva é o caminho do amor. Seria difícil aqui - porque seria longo - falar de tudo o que implica o termo bodhisattva verdadeiramente. É dito que o bodhisattva (que nada tem a ver o o bodhisattva da literatura Theravaada) recusa entrar no nirvaa.na (que nada tem a ver com o similar na lit. Theravaada) até que todos os seres estejam libertos. Pto 1: Se todos, ou pelo menos a grande maioria, se tornarem bodhisattvas (como é o desejo do Mahaayaana) então ninguém vai se libertar porque cada um vai esperar o outro sair :D. Lembram da situação de duas pessoas esbarrarem-se numa porta e ambas serem muito educadas? Pto 2: desde que o sa.msaara é indefinido, demorará indefinidamente para cada bodhisattva terminar seu trabalho! Tomem as estórias de bodhisattva no mahaayaana como um koan, mas não levem muito ao pé da letra. O caminho do bodhisatva consiste em desenvolver a sabedoria pelo reconhecimento do vazio do eu e dos outros e em gerar o amor e a compaixão ativos como expressão desta sabedoria. O Mahayana baseia-se no despertar do "pensamento da iluminação", o bodhicitta,a aspiração à perfeição por amor a todos os seres, já que se diz que o estado de Buda, a iluminação plena, existe inerentemente a todos os seres sencientes, masé obscurecido pelas suas corrupções. O bodhisattvayaana não é ausente do Theravaada, assim como a aspiração de se tornar Buddha. Apenas que esta é uma possibilidade tão remota que o caminho do arahant é simplemeste mais lógico de ser seguido. Novamente, o theravaada toma a palavra Buddha de forma bem estrita e técnica, enquanto para alguns que seguem escolas mahaayaana o termo é usado de forma bem (eu digo, BEM) ampla e genérica. Todos desejarem ser Buddhas é uma ficção poética, delírio megalomaníaco ou sincera fonte de motivação no caminho espiritual próprio (qual dos três depende de quem afirma isso), mas não algo baseado na tradição buddhista nem nas palavras do Buddha. Façamos as contas: 1000 Buddhas em cada mahaa kalpa. Qualquer um que já tenha lido o quanto é 1 kalpa pode imaginar que as chances de todos os seres chegarem a ser Buddhas (no sentido técnico do termo) são infinitamente remotas. Tornar-se Buddha é uma metáfora, mas não pode ser tomado ao pé da letra. É por isso que o ideal enfatizado é sempre do arahant ou do boddhisattva, e raramente o buddhayaana. 18. Qual o significado do número 108 no Buddhismo? 19. O Buddhismo é contra todos os tipos de desejo? 20. Os ensinamentos de Buda são apenas uma orientação básica e um lembrete da possibilidade de iluminação de todos os seres? |
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