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Sabás

Os oito Sabás, celebrados a cada ano pêlos covens dos Bruxos e pêlos Bruxos Solitários, são belas cerimonias religiosas derivadas dos antigos festivais que celebravam, originalmente, a mudança das estações do ano.

         Os Sabás, também conhecidos como a "Grande Roda Solar do Ano" e "Mandala da Natureza", têm sido celebrados sob formas diferentes por quase todas as culturas no mundo. São conhecidos sob vários nomes e aparecem com frequência na mitologia.

         Os quatro Sabás principais (ou grandes) correspondem ao antigo ano gaélico e são chamados de Candiemas, Beltane, Lammas e Samhain. Os quatro menores são Equinócio da Primavera, Solstício de Verão, Equinócio do Outono e Solstício de Inverno.

          Ao contrário da imagem que muitas pessoas têm do Sabá dos Bruxos, eles não constituem uma ocasião em que as Bruxas se reúnem para realizar orgias, lançar encantamentos ou preparar poções misteriosas. (A magia raramente é realizada, se é que isso acontece, num Sabá de Bruxos.)

          O Sabá, infelizmente, tem sido confundido também com a "Missa Negra" Satânica ou "Sabá Negro", sendo esse outro conceito errado que muitas pessoas têm e que é decorrente de séculos de propaganda antipaga da Igreja, do medo, da ignorância e da imaginação excessiva dos escritores desde a Idade Média.

          Uma Missa Negra não é um Sabá de Bruxos, mas uma prática satânica que parodia o principal ritual do Catolicismo e que incluiu supostamente o sacrifício de bebés não batizados, orgias sexuais pervertidas e a recitação de trás para frente do Pai Nosso.

          Nada disso jamais acontece nos Sabás dos Bruxos. Não há sacrifícios (humano ou animal), não há magia negra, não há rituais anticatólicos. Os Sabás são simplesmente uma ocasião em que os Bruxos celebram a Natureza, dançam, cantam, deleitam-se com alimentes pagãos e honram as deidades da Religião Antiga — principalmente a Deusa da Fertilidade e Seu consorte, o Deus Chifrudo. Em certas tradições wiccanianas, a Deusa é adorada nos Sabás da Primavera e do Verão, enquanto o Deus Chifrudo é homenageado nos Sabás do Outono e do Inverno.

          A celebração de cada Sabá é uma experiência espiritual intensa e sublime que permite aos Wiccanianos permanecerem em equilíbrio harmonioso com as forças da Mãe Natureza.
As datas nas quais os oito Sabás são celebrados são as seguintes:*


SABÁ CANDLEMAS (também conhecido como Imbole, Oimelc e Dia da Senhora) é celebrado a 2 de fevereiro.
· O leitor deverá levar em consideração a oposição das estações do ano entre os hemisférios norte e sul. Exemplo, quando no hemisfério norte se realiza o Sabá do Equinócio da Primavera, no hemisfério sul ocorre o Sabá do Equinócio de Outono e, assim, sucessivamente.

SABÁ DO EQUINÓCIO DA PRIMAVERA: (também conhecido como Sabá do Equinócio Vernal, Festival das Árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre) é celebrado no primeiro dia da Primavera.
SABÁ BELTANE (também conhecido como Dia 1° de Maio, Dia da Cruz, Rudemas e Walpurgisnacht) é celebrado na véspera de maio e 1 de maio.


SABÁ DO SOLSTÍCIO DE VERÃO (também conhecido como Meio do Verão, Alban Hefin e Litha) é celebrado no primeiro dia do Verão.


SABÁ LAMMAS (também conhecido como Lughnasadh, Véspera de Agosto e Primeiro Festival da Coilheita) é celebrado a 1^ de agosto.


SABÁ DOEQUICÓCIO DE OUTONO (também conhecido como Sabá de Outono, Alban Elfed e Segundo Festival da Colheita) é celebrado no primeiro dia do Outono.


SABÁ SAMHAIN (também conhecido como Halloween, Hal-lowmas. Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita) é celebrado a 31 de outubro.


SABÁ DO SOLSTÍCIO DE INVERNO (também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno e Alban Arthan) é celebrado no primeiro dia do Inverno.


(NOTA: A cada ano as datas astronómicas dos quatro Sabás menores mudam. Para descobrir a data exata de cada festival, consulte um calendário astrológico atualizado ou qualquer outro calendário comum que mostre as datas exalas dos equinócios e solstícios.)


           Candlemas é o Festival do Fogo que celebra a chegada da Primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse Sabá é o de Erigida, a deusa celta do fogo, da sabedoria, da poesia e das fontes sagradas. Ela também é deidade associada à profecia, à divinação e à cura.

           Esse Sabá representa também os novos começos e o crescimento individual, sendo o "afastamento do antigo" simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura, ou vassoura da Bruxa, tradicionalmente realizado pela Alta Sacerdotisa do coven^ que usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça.

             Na Europa, o Sabá Candlemas era celebrado nos tempos antigos com uma procissão à luz de archotes para purificar e fertilizar os campos antes da estação do plantio das sementes e para glorificar as várias deidades e os espíritos associados a esse aspecto, agradecendo-lhes.
A versão cristianizada da procissão de Candiemas honra a Virgem Maria, e, no México, ela corresponde ao Ano-Novo Asteca.

          O Sabá do Equinócio de Primavera é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos — um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.

          Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.
           Os aspectos da Deusa, invocados nesse Sabá, são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições wiccanianas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.

           Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo.

           A Páscoa (em inglês Easter^ nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média.

           Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera. (Formalmente isso marca a fase de "gravidez" da Deusa Tripla, atravessando a estação fértil.)

          A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeros características, costumes e tradições pagãos, como os ovos de Páscoa e o coelho. Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa dos Pagãos. A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho.

         Os alimentos pagãos tradicionais do Sabá do Equinócio da Primavera são os ovos cozidos, os bolos de mel, as primeiras frutas da estação em ponche de leite. Na Suécia, os waffles eram o prato tradicional da época.

         O Sabá Beltane é derivado do antigo Festival Druida do Fogo, que celebrava a união da Deusa ao seu consorte, o Deus Chifrudo, sendo também um festival de fertilidade. (Na Religião Antiga, a palavra "fertilidade" significa o desejo de produzir mais nas fazendas e nos campos e não a atívidade erótica por si só.)

          Beltane celebra também o retomo do sol (ou Deus Sol), e é um dos poucos festivais pagãos que sobreviveu da época pré-cristã até hoje e, em sua maior parte, na forma original. É baseado na Floralia, um antigo festival romano dedicado a Flora, a deusa sagrada das flores. Em tempos mais antigos, esse festival era dedicado a Plutão, o senhor romano do Submundo, correspondente do deus Hades da mitologia grega. O primeiro dia de maio era também aquele em que os antigos romanos queimavam olíbano e selo-de-salomão e penduravam guirlandas de flores diante de seus altares em honra aos espíritos guardiães que olhavam e protegiam suas famílias e suas casas.

            No dia de Beltane o sol está astrologicamente no signo de Taurus, o Touro, que marca a "morte" do Inverno, o "nascimento" da Primavera e o começo da estação do plantio.

           Beltane inida-se, acendendo-se, segundo a tradição, as fogueiras de Beltane ao nascer da lua na véspera de l0 de maio para iluminar o caminho para o Verão. Realiza-se o ritual do Sabá em honra à Deusa e ao Deus Chifrudo, seguido da celebração da Natureza, que consiste de banquetes, antigos jogos pagãos, leitura de poesias e canto de canções sagradas. São realizadas várias oferendas aos espíritos dementais, e os membros do couen dançam de maneira muito alegre, no sentido destrógiro, em tomo do Mastro (símbolo fálico da fertilidade). Eles também entrelaçam várias fitas coloridas e brilhantes para simbolizar a união do masculino com o feminino e para celebrar o grande poder fertilizador do Deus Chifrudo. A alegria e o divertimento costumam estender-se até a primeiras horas da manhã, e, ao amanhecer do dia 1^ o orvalho da manhã é coletadp das flores e da grama para ser usado em porções místicas de boa sorte.

          Os alimentos pagãos tradicionais do Sabá Beltane são frutas vermelhas (como cerejas e morangos), saladas de ervas, ponche de vinho rosado ou tinto e bolos redondos de aveia ou cevada, conhecidos como bolos de Beltane.

          Na época dos antigos druidas, os bolos de Beltane eram divididos em porções iguais, retirados em lotes e consumidos como parte do rito do Sabá. Antes da cerimónia, uma porção do bolo era escurecida com carvão, e o infeliz que a retirava era chamado de "bruxo de Beltane" e tomava-se a vítima sacrificial a ser atirada na fogueira ardente.

           Nas Terras Altas da Escócia, os bolos de Beltane são usados para adivinhação, sendo atirados pedaços deles da fogueira como oferenda aos espíritos e deidades protetores.

           O Solstício de Verão (também conhecido como Dia de São João, na Europa) marca o dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zénite. Para os Bruxos e os Pagãos, esse dia sagrado simboliza o poder do sol, que marca um importante ponto decisivo na Grande Roda Solar do Ano, pois, após o Solstício de Verão, os dias se tomam visivelmente mais curtos.

          Em certas tradições wiccanianas, o Solstício de Verão simboliza o término do reinado do ano crescente do Deus Carvalho, que é, então, substituído pelo seu sucessor, o Deus Azevinho do ano decrescente. (O Deus Azevinho reinará até o Sabá do Inverno do Natal, o dia mais curto do ano.)
O Solstício de Verão é uma época tradicional, em que os Bruxos colhem as ervas mágicas para encantamentos e poções, pois acredita-se que o poder inato das ervas é mais forte nesse dia. É o momento ideal para as divinações, os rituais de cura e o corte das varinhas divinas e dos bastões. Todas as formas de magia (especialmente as do amor) são também extremamente potentes na Véspera do Solstício de Verão, e acredita-se que aquilo que for sonhado nessa noite se tornará verdade para quem sonhar.

           Os alimentos pagãos tradicionais do Sabá do Solstício de Verão são vegetais frescos, frutas do Verão, pão de centeio integral, cerveja* e hidromel.

            Lammas é o Festival da Colheita. Nesse Sabá (que marca o início da estação da colheita e é dedicado ao pão), os Bruxos agradecem aos deuses pela colheita com várias oferendas às deidades para assegurar a continuação da
* Em inglês, ale, cerveja inglesa de sabor amargo e cor clara, bebida nas festas folclóricas. (N.T.)
fertilidade da terra) e honram o aspecto da fertilidade da união sagrada da Deusa e seu consorte, o Deus Chifrudo.

           Lammas era originalmente celebrado pêlos antigos sacerdotes druidas como o festival de Lughnasadh. Nesse dia sagrado, eles realizavam rituais de proteção e homenageavam Lugh, o deus celta do sol. Em outras culturas pré-cristãs, Lammas era celebrado como o festival dos grãos e o dia para cultuar a morte do Rei Sagrado.

           A confecção de bonecas de milho (pequenas figuras feitas com palha trançada) é um antigo costume pagão realizado por muitos Bruxos modernos como parte do rito do Sabá Laminas. As bonecas (ou bebés da colheita, como são chamadas algumas vezes) são colocadas no altar do Sabá para simbolizar a Deusa Mãe da colheita. É costume, em cada Lammas, fazer (ou comprar) uma nova boneca de milho e queimar a anterior (do ano passado) para dar boa sorte.

          Os alimentos pagãos tradicionais do Sabá T^mnnfla são pães caseiros (trigo, aveia e, especialmente, milho), bolos de cevada, nozes, cerejas silvestres, maçãs, arroz, cordeiro assado, tortas de cereja, vinho de sabugueiro, cerveja e chá de olmo.

           O Sabá do Equinócio do Outono é o segundo Festival da Colheita e a época de celebrar o término da colheita dos grãos que começou em Lammas. Também é a época de agradecer, meditar e fazer uma introspecção.

            Nesse dia sagrado, os Bruxos dedicam-se novamente à Arte, sendo realizadas cerimónias de iniciação pela Alta Sacerdotisa e pêlos Sacerdotes dos covens.

            Muitas tradições wiccanianas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio do Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem, que instantaneamente se apaixonou por ela. Agar rou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retomo de Persé-fone; porém, enquanto ela estava com Hades, foi enganada e comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabá do Equinóciodo do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, ete.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).

          Samhain (pronunciado "sou-en") é o mais importante dos oito Sabás dos Bruxos. Como Halloween, é um dos mais conhecidos de todos os Sabás fora da comunidade wiccaniana e o mais mal-interpretado e temido.

        Samhain celebra o final do Verão, governado pela Deusa, e marca a chegada do Inverno, governado pelo Deus. (O nome Samhain significa "Final do Verão".)

         Samhain é também o antigo Ano-Novo celta/druida, o início da estação da cidra, um rito solene e o festival dos mortos. É o momento em que os espíritos dos seres amados e dos amigos já falecidos devem ser honrados. Houve uma época na história em que muitos acreditavam que era a noite em que os mortos retomavam para passear entre os vivos. A noite de Samhain é o momento ideal para fazer contato e receber mensagens do mundo dos espíritos.

          A versão cristã do Samhain é o Dia de Todos os Santos (3^ de novembro), que foi introduzido pelo Papa Bonifácio IV, no século 7, para substituir o festival pagão. O Dia dos Mortos (que cai a 2 de novembro) é outra adaptação cristã ao antigo Festival dos Mortos. É observado pela Igreja Católica Romana como um dia sagrado de preces pelas almas do purgatório.

          Em várias regiões da Inglaterra acredita-se que os fantasmas de todas as pessoas destinadas a morrer naquele ano podem ser vistos andando entre as sepulturas à meia-noite de Samham. Pensava-se que alguns fantasmas tinham natureza má e, para proteção, faziam-se lanternas de abóboras com faces horrendas e iluminadas, que eram carregadas como lanternas para afastar os espíritos malévolos. Na Escócia, as tradicionais lanternas Hallows eram esculpidas em nabos.

         Um antigo costume de Samhain na Bélgica era o preparo de "Bolos para os Mortos" especiais (bolos ou bolinhos brancos e pequenos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam.

           Outro antigo costume de Samhain era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar continuamente até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol, grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as almas dos mortos aos seus parentes.

           Era no Samhain que os druidas marcavam o seu gado e acasalavam as ovelhas para a Primavera seguinte. O excesso da criação era sacrificado às deidades da fertilidade, e queimavam-se efígies de vime de pessoas e cavalos, como oferendas sacrificiais.

          Diz-se que acender uma vela de cor laranja à meia-noite no Samhain e deixá-la queimar até o nascer do sol traz boa sorte; entretanto, de acordo com uma lenda antiga, a má sorte cairá sobre todo aquele que fizer pão nesse dia ou viajar após o pôr-do-sol.

          As artes divinatórias, como a observação de bola de cristal e o jogo de ninas, na noite mágica de Samhain, são tradições wiccanianas, assim como ficar diante de um espelho e fazer um pedido secreto.

           Os alimentos pagãos tradicionais do Sabá Samham são maças, tortas de abóbora, avelãs. Bolos para os Mortos, milho, sonhos e bolos de amoras silvestres, cerveja, sidra e chás de ervas.

           O Sabá do Solstício de Inverno (Natal) é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão, a rtirmmnr- É o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus Chifrudo. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabá por certas tradições wiccanianas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.

          Nesse Sabá os Bruxos dão adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus Chifrudo renascido que governa a "metade escura do ano". 

          Nos tempos antigos, o Solstício de Inverno correspondia à Satumália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.

            Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristà. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.)

           A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício de Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a Árvore Cósmica da Vida pêlos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições wiccanianas usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dio-nísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.

             Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da religião Antiga dos Pagãos.

             O visco era considerado extremamente mágico pêlos druidas, que o chamavam de ^Árvore Dourada". Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é, na verdade, um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da ideia de que seus frutos brancos eram gotas do sémen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam frequentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.

            A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na Árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram nos atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio.

           O outro exemplo das raízes pagãs das festas do Natal está na moderna personificação do espírito de Natal, conhecido como Santa Claus, que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.

          Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "Beber à Saúde das Árvores do Pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício de Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.

           Os alimentos pagãos tradicionais do Sabá do Solstício de Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.


INCENSOS DOS SABAS
CANDLEMAS: manjericão, mirra e glicínia. 
EQUINÓCIO DA PRIMAVERA: violeta africana, jasmim, rosa sálvia e morango.
BELTANE: olíbano, lilás e rosa.
SOLSTÍCIO DE VERÃO: olíbano, limão, mirra, pinho, rosa e glicínia.
LAMMAS: aloé, rosa e sândalo.
EQUINÓCIO DO OUTONO: benjoim, mirra e sálvia.
SAMHAIN: maçã, heliotropo, menta, noz-moseada e sálvia. SOLSTÍCIO DE INVERNO: louro, cedro, pinho e alecrim.
CORES DAS VELAS DOS SABÁS
CANDLEMAS: marrom, rosa, vermelha.
EQUINÓCIO DA PRIMAVERA: dourada, verde, amarela.
BELTANE: verde escuro.
SOLSTÍCIO DE VERÃO: azul, verde.
LAMMAS: laranja, amarela.
EQUINÓCIO DO OUTONO: marrom, verde, laranja, amarela.
SAMHAIN: preta, laranja.
SOLSTÍCIO DE INVERNO: dourada, verde, vermelha, branca.
PEDRAS PRECIOSAS SAGRADAS DOS SABÁS
CANDLEMAS: ametista, granada, ônix, turquesa.
EQUINÓCIO DA PRIMAVERA: ametista, água-marinha, he-matita, jaspe vermelho.
BELTANE: esmeralda, comalina laranja, safira, quartzo rosa.
SOLSTÍCIO DE VERÃO: todas as pedras verdes, especialmente a esmeralda e o jade.
LAMMAS: aventurina, citrino, peridoto e sardônia.
EQUINÓCIO DO OUTONO: cornalina, lápis-lázuli, safira, ágata amarela.
SAMHAIN: todas as pedras negras, especialmente azeviche, obsidiana e ônix.
SOLSTÍCIO DE INVERNO: olho-de-gato e rubi.