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2.1. PATRIMÔNIO NATURAL

             A Mata Norte, em geral, e os municípios que compõem o presente estudo, em particular, não possuem uma dotação de recursos naturais que possa ser considerada excepcional para o desenvolvimento do turismo de natureza. Não existem, na área, acidentes geográficos de grande realce, florestas de grande extensão, lagos ou rios de grande porte. No entanto, o conjunto dos seus recursos naturais, o seu entorno ambiental e, sobretudo, a paisagem formada pela sua combinação, têm condições para serem transformados em produtos turísticos de natureza, com razoável capacidade de competitividade no mercado regional, e, quando mínimo, formam um marco territorial amplamente favorável para dar suporte à oferta dos produtos histórico/culturais que deverão caracterizar o destino. 

2.1.1. Quadro Geral

 a)      O Clima

 A mesorregião da Mata tem um clima tropical, com temperaturas elevadas durante todo o ano, com chuvas abundantes, concentradas no período outono/inverno, e umidade relativa do ar elevada. Mas todas estas características têm menor intensidade nos sete municípios da área do que na Mata sul do estado de Pernambuco. Em Barreiros (município da Mata Sul), as precipitações pluviométricas chegam a 2.464 mm anuais. Em Aliança, são de apenas 724 mm anuais. O clima também é mais ameno, e a umidade relativa do ar, menor.

Estas diferenças são mais sensíveis, em São Vicente Férrer (que constitui uma área de transição para a microregião do Agreste Setentrional) e nos municípios mais orientais, como Vicência e Timbaúba.

 b)      Relevo

 O corredor central por onde passa a BR 408, que dá acesso a todos os municípios, é formado por um platô elevado que contrasta com os baixos platôs costeiros (tabuleiros) que se estendem por todo o litoral norte do estado.

 

Nos municípios mais a noroeste (Vicência, Timbaúba e, principalmente, São Vicente Férrer) o relevo apresenta altitudes maiores, com colinas e morros que alcançam mais de 600 metros. Este dado é destoante no contexto da Mesorregião da Mata, sobretudo na Mata Sul, onde o relevo não apresenta grandes altitudes e é constituído, em sua maior parte, por colinas e morros de formas arredondadas.

 c)      Recursos Hídricos

 As maiores bacias hidrográficas da Mesorregião da Mata nascem no Agreste e desembocam no litoral do estado. Os rios que desembocam no litoral norte têm menor extensão e em seus altos e meios cursos têm pouco volume de água. Algumas das suas nascentes se localizam na área de estudo.

 Em conseqüência da perenidade dos rios que cortam a área, a oferta hídrica superficial em reservatórios é pouco significativa e se limita a pequenas represas particulares, realizadas pelas usinas, e a pequenos açudes próximos aos engenhos.

 d)      Vegetação

 No início da colonização, uma exuberante floresta pluvial tropical recobria quase que inteiramente toda a mesoregião da Mata. Depois de devastada, durante séculos, pelas atividades antrópicas – exploração de madeira e ocupação do solo pela cana-de-açúcar – a floresta primitiva já não existe mais como uma formação vegetal contínua, restando, apenas, manchas isoladas no cume de morros e colinas, por não serem aptos para o plantio de cana-de-açúcar.

Esta mata denominada de Mata Atlântica, Floresta Atlântica, ou Floresta Costeira, deve sua existência à grande umidade do ar, trazida pelos ventos marítimos que, ao subir para camadas mais frias de maior altitude, nos contrafortes da Borborema, se precipita no litoral sob a forma de chuva.

 e)      Ocupação do Solo

 Mesmo sendo expressão de uma atividade econômica, a ocupação do solo, geralmente, acaba formando uma parte importante da paisagem do território.

A mesoregião da Mata, historicamente, foi ocupada pela cana-de-açúcar, em regime de monocultura. Independentemente dos impactos econômicos gerados por este tipo de ocupação, do ponto de vista paisagístico ajuda a compor um quadro que, se às vezes se revela monótono para os residentes locais, chama a atenção aos visitantes eventuais pela extensão e tonalidade do seu verde claro.

Na Mata Norte, a incidência da cana-de-açúcar é menos intensa. Nos municípios localizados a noroeste, - São Vicente Férrer, Vicência e Timbaúba – ela divide espaço com outras culturas  - principalmente banana e, mais recentemente, uva – e com pastagens para pecuária bovina, ajudando a diversificar a ocupação do solo e enriquecer a paisagem do território.

 f)        Paisagem e Ambiente

 A paisagem e o ambiente são os componentes finais que conseguem exprimir a síntese das características geo-ambientais de um determinado território. E são eles, por isso mesmo, que acabam gerando sobre o visitante os impactos definitivos do território.

 Acessando a área pela BR-408, o início tem a paisagem típica da mata, formada pela cor verde-cana, mas o seu relevo plano não permite mostrar a exuberância e a dinâmica de cores produzida pela ação do vento sobre as folhas da cana, habitualmente observadas nos morros da Mata Sul.

 Depois de ultrapassar a cidade de Tracunhaém, começam a aflorar um ou outro morro isolado, de porte médio, ainda cobertos, nas suas cimas, por restos de Mata Atlântica. Mais adiante, na altura da entrada para o município de Vicência, aparecem no horizonte formações similares às de uma serra, de altura média/alta (próxima dos 700 metros), ao mesmo tempo em que o próprio leito da rodovia passa por terreno de ondulações suaves. Neste trecho, a paisagem se torna mais interessante, com o aumento da amplitude da visão sobre a área e com a observação dos contrastes de relevo.

 Mas a paisagem só encontra o seu clímax quando, saindo da BR-408, através de rodovias estaduais asfaltadas (PE-74 E PE-89) e de estradas rurais, em terra, se consegue acessar as áreas de relevo mais alto localizadas a noroeste. Neste trecho da área, as mutações de microclima, a diversificação do uso do solo, o aumento da área remanescente de Mata Atlântica e o relevo acidentado propiciam uma paisagem extremamente bela, mareada pela policromia do verde, em diferentes tons, e ao mesmo tempo acolhedora, porque parece ao alcance da mão (da vista), já que os vales, em forma de caldeira, criados pela seqüência de morros e colinas de média altura, não têm um diâmetro excessivamente grande.

Nesta parte do território, a riqueza e a exuberância do patrimônio natural não se limita aos seus aspectos paisagísticos. O ambiente é, também, agradável. E as sensações ambientais que transmite o território estão sintonizadas com o imaginário habitual do visitante leigo que procura o turismo de natureza: Ambiente aprazível; lugar tranqüilo e,  ao mesmo tempo, cheio de vida; sensações térmicas gostosas produzidas por um clima ainda tropical mas refrescado pelas características de microclima local (temperatura média variando entre 15 e 22 graus); entorno propício à meditação e, no entanto, convidativo ao seu desfrute ativo.      

 2.1.2. Áreas de Interesse Especial

             As visitas “in loco” e as observações realizadas em campo permitiram identificar algumas áreas de interesse especial, pelo potencial turístico do seu patrimônio natural. Certamente, os trabalhos de campo não tiveram por objetivo o levantamento sistemático da oferta de recursos naturais para o turismo existente na área. Assim, é plausível que existam outros locais de interesse, dentro da área. O importante é que foi possível identificar, no conjunto da área, espaços naturais qualificados para o desenvolvimento turístico e que, na maioria deles, incluem ou estão próximos de antigos engenhos de açúcar.

 a)      No Município de São Vicente Férrer

 Neste município, pela sua localização e características, é onde se localiza um maior número de áreas com patrimônio natural propício para o desenvolvimento turístico. Dentre elas, cabe salientar três:

 ·                   Entorno Territorial da Cidade de São Vicente Férrer

 A cidade de São Vicente Férrer se localiza num aparente vale, rodeado de morros por toda parte. Na verdade, a sede do município se localiza a uma altura de 419 metros acima do nível do mar. E as colinas que a circundam têm uma altura entre 600 e 700 m. Entre estes morros, cabe salientar o Alto do Cruzeiro, localizado atrás do núcleo urbano e pertencente à Serra do Gracioso. Com 635m de altura, constitui um mirante natural da cidade e do seu entorno. Ele faz parte de uma propriedade rural com área total de 600 ha e área de mata de 400 ha.

 A paisagem do entorno é belíssima, desde qualquer ângulo (desde o mirante, desde a cidade e desde a estrada). As cimas do morro ainda estão ocupadas por remanescente de Mata Atlântica. As encostas superiores são ocupadas por extensas plantações de banana e as encostas inferiores, por cana-de-açúcar, vinhedos, bananas e pastagens naturais.

·                   Fazenda Oito Porcos

 Localizada à beira da rodovia PE-74, a poucos quilômetros da cidade, a propriedade tem uma área total de 250 ha e uma área de mata de 90 ha.

O espaço é muito bonito e por ser relativamente reduzido (delimitado pelos morros que o constitui), parece tornar-se mais acolhedor: no pé dos morros se localiza um açude com lâmina de 40.000 m2. A planície do açude libera e realça a paisagem dos morros para quem os contempla desde a entrada. E ela é tão encantadora quanto o entorno de São Vicente Férrer, marcada pela onipresença do verde, nos diferentes tons da sua vegetação (mata, plantações de banana, cana-de-açúcar e pastagens naturais).

·                   Sítio Curuçá

 É uma propriedade de pequeno porte, com área total de 50 ha, cercada de árvores frutíferas e espécies naturais da Mata Atlântica, localizada a uma distância de 8 km de São Vicente Férrer e a 3 km do povoado Chã dos Esquecidos.

 A Fazenda está situada sobre uma colina de 780 metros de altura, tendo como cenário de fundo a chapada da Borborema, dando vista a sete cidades da região: Natuba, Campina Grande, Umbuzeiro e Piraná, no estado da Paraíba e Macaparana, e outras, no estado de Pernambuco. Pela sua situação, ademais, se beneficia de um clima agradável e fresco, propiciando um ambiente confortável e aconchegante. 

b)      b) No Município de Timbaúba

 ·                   Açude do Engenho Água Azul

 Localiza-se a uma distância de 17.5 km do trevo de acesso ao município de Timbaúba. Chega-se a ele através de duas estradas de terra, em regular estado de conservação. A monótona viagem por entre os canaviais é amplamente compensada ao chegar no destino. O açude, a mata e os outros elementos do local formam um dos mais belos palcos territoriais de toda a área.

O açude, formado por represamento das águas de pequenas nascentes locais e do rio Cruangi, tem uma grande lâmina de água (em torno de 1 milhão de m2), de contorno irregular, propício para passeios náuticos contemplativos e de lazer e para pesca de linha. Acoplada ao açude, existe uma pequena usina hidrelétrica que fornece energia para o engenho Água Azul.

Do lado esquerdo do açude, para quem chega, tem uma grande área com trechos remanescentes da Mata Atlântica que chegam até as margens do açude, formando um conjunto belo e bucólico. Entre as trilhas naturais existentes nesta área, a que passa sobre a margem do açude, não exige excessivo esforço e propícia sensações gostosas de natureza pura: a mata densa, o frescor do seu microclima, o som de uma pequena queda d’água sobre o açude, a lâmina de água, ao fundo, vista por entre as brechas da mata, o cheiro peculiar da mata.

 No entorno do açude e da Mata Atlântica existem grandes áreas ocupadas por cana-de-açúcar passíveis de ocupação por espaços receptivos que permitiriam usufruir o seu magnífico entorno territorial sem comprometê-lo, ambientalmente.

·                   Assentamento Rural de Xixá

 Localizado na área do antigo engenho de Xixá, as terras foram oferecidas aos moradores locais, pelos proprietários da Usina Aliança, quando esta fechou, como forma de pagamento pela sua indenização.

É um outro espaço dotado de magnífico patrimônio natural, para o seu desenvolvimento turístico, mas diferente do anterior. Não tem elementos temáticos impactantes como o açude Água Azul, mas oferece um ambiente mais acolhedor e recolhido, porque a área, como outras observadas em São Vicente Ferrer, tem forma de caldeira, delimitada pelas bordas superiores dos morros que a rodeiam. E nas ladeiras destes morros, os remanescentes de Mata Atlântica se misturam com culturas frutíferas (banana, principalmente), plantações de cana-de-açúcar e pastagens.

É uma área com excelente potencial para turismo de natureza contemplativa e de aventura de baixo risco, com possibilidades de criação de trilhas apropriadas para esses fins.

 c)      No Município de Vicência

 ·                   Serra e Área do Engenho Jundiá

 Nos levantamentos de campo realizados em toda a área do estudo foi, sem dúvida alguma, a área que mais impacto positivo causou à equipe técnica. A área do engenho, a sua serra e as edificações e equipamentos de que estão dotados, formam a base de um espaço receptivo que, com pequenas intervenções, está praticamente pronto para ser lançado no mercado.

Logo na entrada da área do engenho, o visitante recebe o primeiro impacto visual: À direita, pradeiras com pastagens plantadas, extremamente bem cuidadas, sobre um terreno ondulado; na frente, um pouco embaixo, o engenho, bem conservado, pintado nas cores azul (portas e janelas) e branco (parede); atrás do engenho, a atual residência dos proprietários, de estilo em sintonia com o entorno, protegida por árvores de porte; mais enfrente, a Serra do Jundiá tem sua paisagem marcada por trechos de remanescentes de Mata, na parte mais alta, culturas de banana e cana-de-açúcar, na encosta intermediária, e pastagens naturais, na encosta mais baixa. Tem-se a impressão de estar diante de um grande quadro, desenhado com cuidado e pintado com as cores da natureza que caracterizam este território: verde mais forte da mata, verde banana, verde das pradeiras, verde do canavial.

Para subir a serra se utiliza um caminho em terra que, para torná-lo menos íngreme, foi projetado de forma a percorrer, em sucessivas idas e voltas, as ladeiras da serra. Na chegada ao alto da serra, novo impacto visual. Com altitude aproximada de 750 m e 430 m de altura em relação à sede do município, o visitante alcança com a vista as principais cidades da área e todo o seu entorno territorial. E, focando o entorno mais próximo, embaixo, aparecem as construções que formam o Engenho Jundiá, como pequenos pontos brancos lançados sobre uma tela inacabada de verde claro.

Completando sua ambiência, encontra-se a Furna da Mata da Serra, a Pedra da “Nega” e duas nascentes. Existem, também, nas encostas da serra, três trilhas, com diferentes graus de dificuldade, que percorrem o interior da mata. No percurso, se passa pelo abrigo natural da Serra Jundiá, formado por um grande bloco granítico que repousa sobre dois blocos menores. Possui 12m de largura por 4m de extensão. A sua altura atinge cerca de 4m, em sua parte exterior, chegando a 1m, ao fundo de sua parte interior.

 d)      Município de Aliança

 ·                   Rio das Águas Tortas

O rio Itambé, localmente denominado por Rio das Águas Tortas, se localiza no distrito de Macujê, a 15,7km do trevo de acesso ao município. O seu acesso é feito por estradas de terra (até o distrito), sendo necessária uma caminhada a pé, no trecho final de 1km, até a chegada ao atrativo.

 O rio tem marcada a sua ambiência pela presença de remanescentes, por vários afloramentos rochosos – que, nos períodos de sua maior vazão, formam corredeiras – e pela confluência com o rio Capibaribe Mirim. Há, também, ocorrência de um pequeno trecho de praia, ilhas e alguns caldeirões esculpidos nas rochas.

 Atualmente é uma área de interesse local, aproveitada pela população para o banho e o lazer, nos finais de semana e feriados. Não possui ingredientes de grande potencial turístico, mas poderá ser utilizada para a oferta de produtos complementares aos turistas que venham a se hospedar em algum dos engenhos próximos a ela.

 e)      No Município de Buenos Aires

·                   Serra de Água Branca e Serra da Conceição

 Estas duas serras limitam os municípios de Buenos Aires e Nazaré da Mata. A Serra de Água Branca tem 400m de altitude e em, sua face voltada para Buenos Aires, sua ambiência é marcada por pequenos trechos de matas em suas encostas. Do seu alto, pode-se ver, ao fundo, a Serra do Jundiá e a cidade de Vicência. A serra da Conceição tem 350m de altitude e, em sua face voltada para o município de Buenos Aires, seu entorno é marcado pelo canavial das terras do Engenho Conceição e, na sua porção mais alta, ocorre um pequeno trecho de mata. Do seu alto avista-se um relevo dominado por suaves colinas e, em primeiro plano, a estrutura física do Engenho Conceição.

 ·                   Mirante da Pedra do Urubú

 Localizado na Zona Rural, nas terras do Engenho Ribeira, dista 9,5 km da cidade de Buenos Aires. O seu acesso é feito por estrada de terra e caminhada final, por trilha de 2 km, até a chegada ao atrativo.

 Trata-se de um afloramento granítico situado na parte superior de uma suave colina. Do seu alto tem-se uma visão esplêndida: Ao norte, avista-se, ao fundo da paisagem, a serra do Jundiá; ao sul, pequenas propriedades rurais com área de cultivo e pastagens naturais; a sudeste, a cidade de Buenos Aires; a leste, um belo crepúsculo. O seu entorno imediato é dominado por capoeiras, pequeno trecho de mata e área de canavial.

 Mesmo que careça de monumentalidade, esta área pode ser considerada de interesse especial, seja como ponto de visitação, para os turistas da região, seja como apoio ao turismo receptivo de algum engenho vizinho.

 f)        No município de Nazaré da Mata

 ·                   Serra de Água Branca e de Santa Teresinha

 São as mesmas serras já assinaladas no município de Buenos Aires. A serra da Conceição, no município, recebe a denominação de Santa Terezinha. As duas serras limitam os municípios de Nazaré da Mata e de Buenos Aires.

 Desde o alto da Serra de Água Branca, na sua face voltada para o município de Nazaré da Mata, podem ser avistadas as cidades de Carpina, Nazaré da Mata e Tracunhaém, assim como a Serra de Trapuá. A vegetação que domina a sua ambiência é marcada por capoeiras, pequenos trechos de mata em suas encostas superiores, e cultivo de subsistência.

 Desde o alto da Serra de Santa Terezinha, na sua face voltada para Nazaré da Mata, é possível avistar, também, a cidade de Carpina e a Serra do Trapuá, no vizinho município de Tracunhaém. A ambiência de seu entorno próximo é marcada, também, pela presença de suaves colinas cobertas pelo cultivo da cana-de-açúcar, pela vegetação de capoeiras, nas suas encostas, e por pequenos trechos de mata, em sua porção superior.

 g)      No Município de Tracunhaém

 ·                   Serra do Trapuá

 Localizada nas terras do engenho Trapuá, a apenas 3,6 km do entroncamento da BR-408 com a PE-41, o acesso até ela se dá através da PE-41, pavimentada, e de estrada de terra.

 A sua altura é de apenas 100m, mas tem presença marcante, dominando o seu entorno próximo formado por áreas planas ocupadas com o cultivo de cana-de-açúcar. A sua vegetação é tomada por uma mata com sinais de degradação, tanto em suas encostas como em seu topo.

 O interesse maior desta área decorre da localização do Engenho Trapuá nas encostas da serra. A capela do Engenho, inclusive, está ubicada no cimo da serra que, apesar da sua referida altura, constitui um mirante natural que permite avistar as cidades vizinhas.