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Trabalho de Química

 

Os Efeitos da Química

 

 

 

 

Este trabalho fala sobre os efeitos da química em nossas vidas.

Estes efeitos podem ser divididos em diversos aspectos como por exemplo: na área da medicina, da veterinária, na toxicologia, etc., os quais estão respectivamente listados abaixo. Como a química abrange uma área bastante grande as quais não são somente as listadas acima mas também várias outras que não foram citadas, não devemos nos restringir somente àquilo a que estamos acostumados a saber sobre o conceito de química, por isso eu fiz um estudo bastante abrangente de seus efeitos para termos idéia de quão grande é a química. Portanto, este trabalho será mais bem aproveitado por estudantes e interessados na área de química.

As fontes de pesquisas utilizadas foram revistas "superintessante", entre outras especializadas em cada aspecto.

 

Everton Herzer.

 

 

 

 

1.Toxicológica

 

    1. Aspectos Positivos

 

1.1.1 - Sai o ponto entra a cola da cascavel

As colas de pele ou de outros tecidos do corpo humano não são novidades. No ano passado os cientistas anunciaram uma inovação sensacional: a de que o terrível veneno da cascavel, assim como o da jararaca, pode aumentar muito a eficiência das diversas colas de pele existentes. A partir disso os brasileiros inventaram uma cola nacional, que tem tudo para superar as concorrentes. O segredo das cobras é que seu veneno contém um complicado coquetel de moléculas dos mais variados tipos e formas. O feito do pessoal de Botacatu foi achar nesta farmácia viva uma substância classificada como "enzima tipo trombina", que é capaz de soldar ao tecidos biológicos. O produto brasileiro apresenta duas vantagens potenciais. Primeiro, evita o risco de contágio por trocar o fibrinogênio do homem pelo do boi. Depois, substitui a trombina do boi pela da cascavel. Os testes mostram que ela é até 500 vezes mais eficaz na cicatrização.

 

1.1.2 - Cientistas copiam receita da jararaca

Muito antes de fornecer o ingrediente fundamental para uma nova cola de pele, a imensa riqueza bioquímica do veneno da jararaca já havia dado aos pesquisadores brasileiros um importante remédio para a pressão alta. O principal responsável foi o médico Sérgio Ferreira. Embora não tenha chego lá, o médico brasileiro marcou um ponto notável na medicina contemporânea. O que ele fez foi isolar, em 1965, uma proteína do veneno da jararaca que, depois de muito trabalho, acabou se transformando em remédio para pressão alta. A primeira pista vinha de uma conseqüência estranha da picada da jararaca: ela provoca uma súbita queda de pressão nas vítimas. Como reduzia com rapidez a forças da corrente sangüínea nas artérias, parecia lógico que podia virar remédio contra a pressão alta. Ou seja, o medicamento tão procurado parecia estar à mão. Quer dizer, o remédio até poderia ser vendido, mas por ser escasso sairia caro demais. Mas somente como uma espécie de molde químico. A partir daí foi possível montar uma substância artificial que podia ser produzida em massa.

 

1.1.3 - Víbora malaia anima médicos canadenses

A cola de pele e o remédio para a hipertensão não são os únicos benefícios que os cientistas esperam tirar dos veneno das cobras. O foco principal dessas corridas são os analgésicos, medicamentos contra o câncer e para doenças associadas ao coração, como a trombose. No Canadá, um extrato de víbora já virou remédio experimental contra derrames. Mas estejam onde estiverem, os pesquisadores sabem muito bem que os resultados práticos não são para depois de amanhã.

 

1.2 Aspecto Negativo

 

1.2.1- Metanol

Utilizado como combustível misturado com o álcool e a gasolina, vêm causando alterações nas células dos frentistas que lidam com o metanol. Essas alterações ocorriam nas células que apresentavam micronúcleos, aberrações nos cromossomos que podem evoluir para o câncer. Outro que se surpreendeu foi o coordenador do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas em São Paulo, ele fez uma avaliação clínica dos frentistas um ano depois do metanol chegar aos postos. A preocupação era a possibilidade de cegueira e de alterações no fígado.

 

2.Metalurgia

 

2.1 Aspectos Positivos

 

2.1.1- O desenvolvimento da metalurgia provocou grande vantagem na economia da extração de matais e maior eficiência tanto na sua utilização quanto na sua prevenção.

 

2.1.2 - Também existe o tratamento por via elétrica, que antes era utilizado apenas na extração do alumínio e do magnésio, atualmente vai ganhando aplicação industrial cada vez mais intensa.

 

    1. Aspecto Negativo

 

2.2.1- Há o receio no caso de alguns metais, de que o consumo crescente possa conduzir a uma exaustão gradativa das fontes, às vezes agravada por outros motivos. O ferro, por exemplo, além de uma procura intensa, dia a dia maior, sofre os efeitos da corrosão, que, segundo os cálculos, leva à perda anual de cerca de 30 milhões de toneladas.

 

3.Medicamentosa

 

3.1 Aspectos Positivos

 

3.1.1- Belas Drogas

Plantas que auxiliam no tratamento de doenças:

Contra Espasmos: O Alecrim (Rosmariuns Officinalis) parece ter, de fato, um bom efeito contra cólicas abdominais. Popularmente, a planta é famosa como tônico hepático. Mas atenção: segundo os médicos, nenhum remédio a base de plantas ou não, é capaz de aliviar um fígado sobrecarregado.

Tempero desinfetante: O Tomilho é comum na Europa como tempero. Mas suas flores e folhas maceradas podem matar germes em feridas. A gente já conhece várias substâncias com esse efeito. Por isso, não compensa criar um novo anti-séptico usando o Tomilho.

Adeus Febre Alta: A Artemísia - verdadeira - pode diminuir a febre. Mas é preciso tomar cuidado com qualquer remédio ditos naturais de qualquer planta. Eles podem interagir de um jeito perigoso com outras drogas, especialmente as usadas nas doenças crônicas.

O Alívio da Enxaqueca: As folhas da Prímula resolvem casos de enjôo. Alega-se, embora não exista prova científica, que também funcionem como sedativos. Recentemente começaram a ser analisadas como candidatas para ingredientes de remédio para aliviar enxaquecas.

Fácil Digestão: As flores e o caule da Melissa contém substâncias que agem como calmantes suaves e induzem o estômago a trabalhar, facilitando a digestão das refeições pesadas.

O chá da planta também é usado contra cólicas, porém não existem estudos sobre seu efeitos.

 

3.1.2 - Luta Contra o Câncer

A quimioterapia mata as células cancerosas. E cura. Mas também mata células sadias e debilita o doente. Agora, um novo remédio protege a parte boa do organismo contra o ataque das drogas anticâncer.

Amifostina, um remédio sintético com incrível poder de salvaguarda. Ele é capaz de poupar a parte sadia do corpo.

Os cientistas, testaram mais de 4000 compostos e concluíram que, entre todos, a amifostina oferecia a melhor proteção, embora estivesse longe de defender alguém de um desastre atômico. A pesquisa para o uso de drogas em câncer começou há mais de dez anos e até hoje não se sabe tudo sobre sua forma de ação. Uma dúvida é se ela tem um bom efeito na radioterapia, outro recurso comum no combate à doença, quando atacamos a área do tumor com radioatividade. Estudos indicam que o remédio, injetado antes da terapia, evita que a radiação atinja as células sadia. O que se conhece, porém, são os efeitos da droga na quimioterapia. E esses efeitos são bastante animadores.

O mal detonado: uma célula cancerosa quando atingida pela quimioterapia, seu crescimento é bloqueado e ela explode, cometendo um suicídio conhecido por apoptose.

Escudo protetor: o novo remédio forma uma barreira ao redor das células sadias. Ela bloqueia a entrada do remédio quimioterápico, que não sabe distinguir o que deve atacar e poupar.

 

3.1.3 - A flora é uma fonte quase desconhecida

O Ministério da Saúde deverá registrar o primeiro medicamento brasileiro, um antiinflamatório extraído da Cordea Verbenacea, conhecida popularmente por erva baleeira.

Seu princípio ativo, a molécula chamada artemetina, parece resolver o problema de quem, por exemplo, levou uma martelada no dedo até aliviar o sofrimento provocado pela artrite reumática. Existem, é claro, dezenas de antiinflamatórios no mercado exibindo indicações idênticas na bula. Mas segundo seus pesquisadores, a erva baleeira tem uma vantagem: ela não ataca o estômago como os outros remédios do gênero; ao contrário, estimula a produção de um muco, que protege a parede gástrica. Além disso, a planta - na verdade um arbusto - é comum de ponta a ponta da costa brasileira e oferece folhas verdes de janeiro a janeiro.

 

3.1.4 - Remédios projetados no computador

Abre-se um inquérito para se desenvolver novos antibióticos. Uma bactéria e um homem têm proteínas muito parecidas. Cabe ao bioquímico farmacêutico bisbilhotar o organismo da bactéria até encontrar pequenas diferenças. A meta dos antibióticos sempre é impedir a formação dessa proteína exclusiva do parasita, sem afetar as proteínas também presentes no organismo humano. Caso contrário o remédio mata o paciente.

O mais promissor recurso incorporado à síntese de medicamentos é, sem dúvida, a inteligência artificial. Até então você iniciava a procura de um fármaco sem a certeza de encontrar, no final, uma substância que funcionasse. Já o computador pode garantir à pesquisa um final feliz. Os programas de informática desenvolvidos para laboratórios farmacêuticos são capazes de quebrar as moléculas das substâncias conhecidas em centenas de pedacinhos e, ao mesmo tempo, listar as propriedades químicas de cada uma desta pequenas porções. Assim o pesquisador realiza suas experiências na tela de um computador - o que, óbvio, economiza tempo. Pode saber o que acontecerá com determinada substância se mexer aqui ou ali, dando-lhe átomos extras ou arrancando uma parte de sua molécula. No final das alterações, o computador analisa a molécula criada na tela e a define de acordo com três parâmetros considerados fundamentais, quando se trata de um medicamento.

O primeiro deles são as forças elétricas presentes naquela molécula, pois toda reação química, olhada de perto, nada mais é do que uma troca de elétrons ente átomos. Ou seja, as cargas elétricas podem agir como ganchos. Fazendo um fármaco reagir com outras substâncias - ou não. O segundo parâmetro é a solubilidade, ou seja, saber se o fármaco é mais ou menos solúvel em água ou em gordura. Um medicamento bastante solúvel em água é rapidamente eliminado, através do suor e da urina; já um fármaco solúvel em gordura tende a se armazenar no organismo, o que pode ser muito perigoso se ele for muito tóxico. Finalmente, ao se sintetizar uma molécula, é indispensável conhecer direito o seu tamanho e sua forma. Faz sentido: para uma substância qualquer causar efeito, bom ou ruim, ele deve se ligar, ainda que por poucos instantes, com células do próprio organismo do paciente - ou com a molécula de um parasita, no caso de antibióticos - para acontecer a reação.

Um dos maiores desafios dos cientistas porém, é fazer com que esses fármacos, encontrados na natureza ou criados em laboratórios, atinjam o foco de uma doença com precisão. Inundamos o organismo de um paciente com 500 miligramas de um fármaco, quando 5 miligramas seriam suficientes, se soubéssemos dirigi-las ao lugar certo.

 

3.1.5 - Vacinas do Futuro

Como seria a vacina ideal? Iniciou-se, assim, a corrida atrás de uma super vacina, com as seguintes características:

Afinal, para uma criança ficar adequadamente imunizada, ela deve receber dezessete tipos de vacinação. Nos Estados Unidos, por exemplo, apenas 44% das crianças recebem todas as doses prescritas até os dois anos de idade. Antes de estarem na escola, 87% dos americanos estão em dia. A cada ano, no mundo, morrem de seis a oito milhões de crianças, por infecções que podiam ser evitadas.

O entusiasmo faz sentido: se for possível estimular as defesas do nariz com uma simples inalação, muitos micróbios nem vão entrar no corpo. Outros tem planos mais ambiciosos: procuram uma vacina contra a AIDS que atue nas mucosas genitais. Ainda é difícil prevenir doenças por via oral. Mas esse obstáculo logo poderá ser vencido.

 

3.1.6 - A meningite pode deixar de ser uma ameaça para os bebês

O maior desafio dos cientistas é diminuir o número de injeções que é preciso tomar atualmente. Um vírus atenuado de certa doença pode anular o efeito de outro, quando os dois são colocados juntos. Ou, então, as combinações provocam efeitos colaterais desagradáveis. Os cientistas se esforçam para chegar a uma defesa de longa duração, que tenha eficiência máxima na primeiríssima dose.

A ideia é usar bolinhas de material orgânico de um centésimo de milímetro de diâmetro, recheadas de partículas de micróbios. Aos poucos, essas bolotas se dissolvem no organismo e liberam as partículas que não dão imunidade.

Alguns cientistas experimentam injetar o material genético de vírus no músculo. O tecido muscular pode produzir substâncias típicas do vírus durante dois anos, a reação imunológica seria muito mais eficaz do que quando se injeta um vírus morto. Injetar genes do vírus no músculo é uma solução intermediária. Os "cavalos de tróia": esse é o apelido do vírus com diversas faces, criados pela engenharia genética, alguns vírus tem brechas na seqüência de seus genes, é possível então enfiar material genético de outros micróbios nos espaços vazios.

Os ajudantes: São substâncias com talentos especiais para pirraçar o exército de defesa do corpo. Em geral, o organismo reage em uma vacina com menos força do que diante de uma doença de verdade. Determinados compostos, porém, têm a capacidade de aumentar, na medida certa, a reação das células defensoras.

As fórmulas conjugadas: muitas vacinas, hoje em dia, são feitas à base de polissacarídeos, e estas células de defesa só se tornam maduras por volta dos quatro anos de idade. O jeito é tentar enganchar aqueles polissacarídeos numa substância capaz de mobilizar, além dos linfócitos B, também os linfócitos T, que estão prontos para agir desde os primeiros meses de vida.

 

3.1.7 - Curativos genéticos

Imagine que um cidadão quebrou o braço. E, em vez de engessar e esperar a regeneração natural dos tecidos, o médico implanta em algumas células da vítima, como as do sangue, um pedaço de DNA corretivo. Este fragmento produz uma proteína que faz a soldagem de um modo muito mais simples e rápido que o tradicional. Em poucas palavras, não importa se os sintomas são os da AIDS, da gripe, do câncer ou de uma doença hereditária. Sempre vai dar para arranjar um gene que ajuda a eliminar o mal ou a aliviar as suas conseqüências. A essa técnica se dá o nome de terapia gênica. A nova terapia só deve chegar aos hospitais na primeira década do próximo milênio. A melhor maneira de entender os curativos genéticos, é comparar o organismo humano com um computador. Essa analogia é possível porque tanto um quanto o outro precisam de instruções para trabalhar. Isso quer dizer que não é preciso mexer diretamente nos órgãos para tentar eliminar os males de um cidadão. Basta instalar nas células um novo programa - ou seja, um novo gene. O ideal seria trocar os genes enguiçados por uma cópia em boas condições. Agora, se o gene não foi identificado, ou se ninguém sabe direito como ele funciona, sempre existe a alternativa de achar algum outro pedaço de DNA que possa, pelo menos, eliminar os sintomas. Como se vê pela AIDS, que não é hereditária e não tem nada a ver com mutações ou estragos feitos no DNA por radiação ou qualquer outro acidente; apesar de ser causada por um vírus, ela também pode ser combatida com fragmentos de DNA que, de alguma fórmula, prejudiquem o vírus. No fim das contas, o futuro da terapia gênica depende do arsenal de genes úteis que vêm sendo identificados em número cada vez maior. Daí sairá matéria prima para forjar softwares químicos capazes de transformar a maquinaria celular em uma farmácia que funciona sozinha dentro do corpo.

 

3.1.8 - Clones

Pesquisadores renomados estão falando que pode Ter havido um erro na clonagem em que se fez nascer a ovelha Doli. Tanto que o próprio escocês Ian Wilmut, autor da proeza, admitiu repetir todo o processo. Assim, enquanto o escocês trabalha para neutralizar seus críticos, outros se preparam para vôos mais ambiciosos. Richard Seed, especialista em reprodução artificial, anunciou seus planos de reproduzir réplicas humanas dentro de um ano e meio. A perspectiva, claro, assusta. Se o clone humano for mesmo possível, ele virá. Irados protestos moralistas não resolvem grande coisa nestas horas. Agora nascem centenas de bebês de proveta todos os anos e ninguém mais se preocupa com isso. É difícil imaginar um futuro em que a clonagem humana seja tão corriqueira como os bebês de proveta. Afinal, os clones fabricados a partir de células normais são gerados sem que seja necessário um único espermatozóide, são filhos que não têm pai biológico. Com o próprio presidente Bill Clinton empenhado em proibi-la, a possível clonagem de gente enfrenta resistência ferrenha nos EUA. Sobre ela, há sete projetos de lei em tramitação. O mais brando, aceita que se façam experiências, mas elimina suas aplicações práticas. Se a lei for aprovada, não será permitido implantar óvulos clonados no útero de uma mulher. O projeto mais conciliador, considera que basta alguém tentar estudar o processo para incorrer em crime. Se não puder trabalhar em seu país, Seed declarou que vai para o México.

 

3.2 Aspectos Negativos

 

3.2.1 - Homeopatia

O criador da homeopatia fazia diluições na proporção de uma molécula de uma solução qualquer com remédio para 99 moléculas. Quando repetia este processo mais de doze vezes, ultrapassa uma barreira sagrada da química, a do número de Avogrado, usado para indicar a quantidade de moléculas existente em uma grama de qualquer substância. Nas fórmulas acima de 12CH químicos não acham nenhuma molécula de remédio por grama de H2O. Ali só existe mesmo água; apelar para a homeopatia é acreditar em fantasmas.

O problema é que nem tudo é muito definido na homeopatia. Alguns acreditam que cada indivíduo tem a personalidade e o tipo físico de um determinado medicamento. Muita gente acha que tomar fórmulas homeopáticas sem indicação não é perigoso; justamente por criarem doenças artificiais estes remédios podem causar encrenca quando mal empregados. A beladona é excelente para curar certas amigdalites, mas quando alguém sem essa inflamação ingere a substância, surge a febre e os vasos sanguíneos ficam dilatados.

 

3.2.2 - Paracetamol

Pode causar um choque anafilático, Mas essa probabilidade é 25% menor do que na Dipirona, isso é considerado um de seus pontos fortes. Aos poucos a substância arrasa as células do fígado, órgão encarregado de destruir moléculas tóxicas para o organismo. A vítima que tomou o remédio durante anos pode morrer de substâncias que o órgão, falido, não consegue se livrar.

 

3.2.3 - Dipirona

A vítima fica incapacitada de respirar, a não ser que contra ataque rapidamente com injeções de fortes antibióticos. O problema acontece com uma a cada 500000 pessoas que engolem a Dipirona.

O analgésico pode ir atrapalhando aos poucos a linha de produção de produção de sangue que fica na medula óssea. Então as células novinhas em folha saem incompletas (com proteínas a menos) ou deformadas. E tanto em um caso quanto no outro, deixam de funcionar. O problema não é muito comum de acordo com o gigantesco estudo da Universidade de Boston.

 

3.2.4 - Remédio ainda é ilegal no Brasil

A situação da melatonina nos EUA começa a preocupar, por ser uma proteína como qualquer hormônio sob o ponto de vista estritante químico, a substância levou o rótulo de suplemento alimentar, como uma cápsula de vitamina, com isso escapa das garras mais afiadas do Food and Drug Administration, o órgão americano que controla alimentos e medicação. Esta errado, porque comida não tem hora certa para se engolir, mas melatonina deve ter. Segundo os cientistas o horário de consumir melatonina deve ser diferente de indivíduo para indivíduo, e só um exame de sangue pode determiná-lo. Está certo que apelar esporadicamente para uns comprimidos não deve atrapalhar para o funcionamento do organismo. Mas quem usa a substância diariamente, na esperança de retardar a velhice, pode estar fazendo mal a saúde em vez de bem. Além disso, por não haver controle de qualidade obrigatório, não se tem certeza se todas as marcas vendem, de fato, melatonina. No Brasil, os riscos são idênticos, já que não existe melatonina nacional. Pior: a que se vende aqui, é fruto de contrabando. Não há meios legais de a substância ser importada para comércio, uma vez que não tem registro no Ministério da Saúde. No entanto, nada impede que um brasileiro compre melatonina no exterior para consumo no próprio Brasil. A questão ética, é se os médicos deveriam, ou não, receitá-la sem provas de que funcione como remédio

 

4.Agricultura

 

4.1 Aspectos Positivos

 

4.1.1 - Pessegueiros florescem no clima quente do Brasil

Depois do café e do algodão, a grande vitória seguinte foi adaptar as frutas de clima frio e temperado às condições de cultivo no Brasil. Uvas, ameixa, figos, maçãs, morangos e caquis que raramente seriam saboreados no Brasil, não fosse o trabalho realizado no IAC (Instituto Agronômico de Capinas). Um bom exemplo é o pêssego, que começou a ser estudado na década de 60. Era difícil imaginar um pessegueiro florescendo em terras paulistas. A árvore precisa de um choque térmico para crescer e frutificar, coisa difícil encontrar no clima da região. Os cientistas do IAC foram buscar na sua coleção de mudas, chamada banco de germoplasma, as que precisavam de um choque menor. Realizando sucessivos cruzamentos entre elas, chegaram às variedades adaptadas à temperatura da região.

A grande musa atual das frutas no IAC é a laranja. Os geneticistas conseguiram o que as experiências já realizadas mostravam ser impossível: cruzar plantas de espécies diferentes. Uma delas foi a Citrus sunki e a outra Severina buxifolia. O objetivo era obter porta enxerto - base onde uma muda é enxertada - resistente ao declínio, mal que atinge os laranjais. Para vencer o racismo vegetal e conseguir o cruzamento, os geneticistas enganaram a planta.

A flor da laranjeira é composta de uma parte masculina - a antera - onde fica o pólen, e uma feminina - o estigma. Na superfície deste último há uma substância, chamado fluido estigmático, que, quando recebe o pólen de uma flor da mesma espécie, ajuda a levá-lo para dentro e facilita a fecundação. Se o pólen que cair for de espécie diferente, ele trancafia as portas. O que eles fizeram foi retirar o fluído do estigma da flor de sunki e colocar no seu lugar o fluído da buxifolia. Quando seu pólen caiu no estigma da sunki, o fluido o reconheceu e deixou entrar, acontecendo a fecundação. Outro programa importante: híbridos somáticos. É uma forma de criar uma planta diferente das que lhe deram origem, mas sem fazer cruzamento. Isso mesmo. O truque é feito com células de alta capacidade de regeneração, como aquelas da membrana que envolve a semente. Quando são colocados em contato, num caldo de cultura especial, as células se fundem e dão origem a um híbrido. Ou seja, novas células que se transformam numa muda que pode ser plantada.

 

4.1.2 - Lixivigação de íons em planossolo sob condições de alagamento

O processo de lixivigação determina perdas de nutrientes na zona radicular para camadas mais profundas do perfil de solo, onde podem se acumular permanecendo indisponíveis para as culturas ou atingir o lençol freático tornando-se um fator de poluição das águas. A lixivigação de nutrientes varia grandemente com o tipo de solo, sendo influenciada pela textura, estrutura, profundidade do perfil e principalmente porosidade. O fator que apresenta a maior correlação com as perdas por lixivigação, é o volume de água.

Beltrame através de análises de regressão, mostra ser o volume da água percolado o principal responsável pelas perdas. Entre as características físicas que afetam a lixivigação estão a CTC e o pH. Solos com alta CTC apresentam uma maior capacidade de adsorção de cátions tornando-os menos suscetíveis a lixivigação. A velocidade de infiltração de um solo interfere no processo de lixivigação. O maior movimento e perda de sais minerais lixiviáveis acontece durante o período de fluxo rápido de água, durante ou imediatamente após um evento de chuva ou irrigação.

Estudando a magnitude e a variabilidade do fenômeno de lixiviação sob irrigação em solos de cerrado, constataram que a grande variabilidade durante os resultados obtidos por diversos pesquisadores, possivelmente decorre do grande número de fatores envolvidos no processo de perdas de nutrientes por percolação d'água e da diversidade destes de solo para solo e ainda de um local para o outro.

Nas condições de solo saturado, verificam-se algumas transformações químicas como o aumento do PH, denitrificação, redução do ferro e manganês, que segundo Machado, aumentam a disponibilidade de alguns cátions (NH4 + , P, Mg + 2, Ca + 2, K +). Isto ocorre desde 14 dias após o alagamento, com reflexos diretos no processo de lixivigação.

Este trabalho tem como objetivo, avaliar as perdas por lixivigação de alguns cátions fundamentais para o desenvolvimento das plantas em lavoura de arroz irrigada por inundação contínua.

 

4.1.3 - Ácido Giberélico no tratamento de semente de arroz irrigado

As cultivares do tipo filipino ocupam mais de 85% da área cultivada com arroz irrigado no Rio grande do Sul e, de uma maneira geral, apresentam deficiências de vigor inicial, muitas vezes, agravado pela ocorrência de temperaturas baixas no início do período de semeadura, principalmente, nas regiões orizícolas da campanha do litoral sul.

Em condições desfavoráveis de temperatura e umidade do solo as plantas invasoras, cujas sementes encontram-se distribuídas num amplo perfil do solo, nascem e se estabelecem antes mesmo que as cultivares.

Ações de hormônios vegetais que estimulam o crescimento inicial podem compensar a baixa vitalidade das plântulas e, conseqüêntemente, resultar em melhor condições para a cultivar suportar a competição inicial com as plantas invasoras, principalmente o arroz vermelho. Também, o crescimento mais vigoroso e uniforme das plântulas de arroz poderá favorecer a antecipação da irrigação com lâmina permanente evitando, assim, aplicações múltiplas ou uso de herbicidas com efeito residual que oneram os custos.

Ações de desenvolvimento experimental foram efetivadas com objetivo de quantificar os efeitos do ácido giberélico (AG3) no nascimento das plântulas de duas cultivares de arroz irrigado, com vistas a obtenção de um bom estande inicial de lavoura, controle de arroz vermelho e manejo de irrigação.

 

4.1.4 - Efeito da adição de diferentes fontes de cálcio em colunas de solo cultivadas com cana-de-açúcar

Foi realizado um experimento em coluna de solo com o objetivo de estudar os efeitos da adição de diferentes fontes de cálcio sobre a movimentação de base no solo. As tratamentos consistiram em diferentes doses e profundidades de aplicação de três fontes de cálcio (CaCO3, CaSO4, e CaCl2), seguidos de um período de lixivigação do cultivo de mudas de duas variedades de cana-de-açúcar durante três meses. Pela análise química do solo não se detectou movimentação apreciável de Ca quando a fonte foi apenas CaCO3. O CaCl2, por outro lado, provocou intensa lixivigação de bases. O CaSO4 (gesso) provocou uma movimentação de Ca intermediária e, em dozes elevadas, reduziu sensivelmente a saturação de Al em profundidade. Em contrapartida, houve elevações acentuadas na relação Ca/Mg nas camadas superficiais do solo, além da movimentação acentuada de Mg e K. a solubilidade dos compostos adicionados parece ser o principal fator responsável pela mobilidade de bases do solo.

 

4.1.5 - Época de aplicação de fosfatos em relação ao calcário no suprimento fósforo ao sorgo

O trabalho foi conduzido em vasos utilizando-se amostras superficiais de três solos ácidos: argiloso, argiloso e arenoso, incumbidos com fosfato natural e os fosfatos industrializados: super fosfato simples, termofosfato magnesiano, termofosfato 0581 e fosfato parcialmente acidulado com 50% de ácido sulfúrico, todos aplicados em três épocas: noventa dias antes, noventa depois da colagem e simultaneamente ao calcário. A semeadura do sorgo foi efetuada trinta dias após a aplicação da última parte dos tratamentos. Os fosfatos industrializados tiveram sua eficiência máxima estimada pelo rendimento de matéria seca e fósforo absorvido pelo sorgo, quando aplicado simultaneamente ao calcário nos solos argilosos, e a mínima, quando antecedeu ao calcário por noventa dias nesses solos. No arenoso, não houve diferenças significativas entre as épocas de aplicação dos fosfatos. O fosfato natural mostrou-se ineficiente nas três épocas.

 

4.1.6 - Relação entre óxidos de ferro e a cor em solos cauliníticos do Rio Grande do Sul

A coloração amarelo-vermelha dos solos é determinada não apenas pelo teor de óxiodos de ferro, mas também pelo seu tipo e, particularmente, pelo teor de hematita. A cor do solo constitui um critério promissor para a classificação Taxonômica de classes mineralógicas em solos ricos em óxidos de ferro com a mesma mineralogia de argilominerais, permitindo, também, sua diferenciação a campo. Tentativamente, os matizes 3.75YR e úmido 6.25YR seco permitem separar esses solos em classes mineralógicas hematíticas e geothíticas com base respectivamente num quociente Hm/Hm + Gt > 0.4 e < 0.4.

 

4.1.7 - Herbecidas

As auxinas e as substâncias sintéticas com propriedades idênticas têm sido utilizado para obter o enraizamento de estacas, na prevenção da queda precoce de flores e frutos, na produção de fruto sem fecundação e, portanto, sem sementes, na destruição de ervas daninhas.

 

4.2 Aspectos Negativos

 

4.2.1 - Pesticidas

A maioria dos usados na agricultura inibem a formação das associações micorrízicas. Os fumigantes de solo reduzem o número de esporos e inibem a colonização, embora baixas doses de DBCP e 1.3-D estimulem a esporulação. Eles atuam modificando o ambiente da rizosfera e eliminando predadores e hiper parasitas. Os pesticidas sistêmicos reduzem ou previnem a colonização e o número de esporos do solo, mesmo quando aplicados na semente. Os não sistêmicos são menos prejudiciais aos endófitos, quando usados em doses normais. As espécies, e mesmo ecótipos de fungos micorrízicos, diferem em sua sensibilidade a esse químicos.

 

4.2.2 - Fertilizantes

São de grande ajuda se utilizados corretamente, porém, se adicionados em excesso podem causar modificações tanto em sua forma quanto no fator nutritivo.

 

5.Veterinária

 

5.1 Aspectos Positivos

 

5.1.1 - Tratamento com vacinação

Existem uma quantidade imensa de bactérias que causam a mastite e, contudo, devido a tratamentos inadequados ou incompletas, pode criar tratamentos convencionais ou quimioterápicos.

De acordo com o médico veterinário Inivaldo Corrêa, o princípio básico de controle da mastite é a prevenção das infecções. Entretanto novas infecções podem ocorrer mesmo empregando-se métodos preventivos eficazes de vacinação. Alguns animais poderão se livrar das infecções espontaneamente, mas outros podem nessecitar de terapia ou poderão ser descartados do rebanho. A recuperação espontânea, são intensificadas em vacas vacinadas. O aumento da resistência das glândulas mamarias e infecções podem ser conseguido pelo aumento da proteção inespecífica ou pelo aumento ou indução de uma imunidade específica para patógenos da mastite.

Imunidade - Inivaldo Corrêa informa que o sistema imunológico é regido pelas células da memória e, para ativar este sistema, é necessária a presença de antígenos. Sabe-se também que os linfócitos T não reconhecem antígenos conformacionais, somente antígenos lineares ou estrutura processada por macrófago; já os linfócitos B reconhecem e/ou são ativados tanto por antígenos conformacionais como lineares. Com base nesse conhecimento, há mais de uma década o Laboratório Vitafort trabalha com a bactéria mista, obtidas a partir de amostras coletadas regionalmente de vacas acometidas com mastite clínica e/ou subclínica. Desta coleta, faz-se a identificação e o crescimento das bactérias, que posteriormente são inativadas por processos químicos e logo após sofrem a clivagem (quebra) por processo ácido ou enzimático, afim de obter-se maior apresentação antigênica de imunógenos encapsulados e intracelulares, conseguindo-se, assim, maior rapidez na codificação e na resposta do sistema imunológico, promovendo a prevenção e a cura das mastites clínicas e subclínicas.

 

5.1.2 - Diagnóstico de BVD é barato no biológico

Desde de junho, o IB - Instituto Biológico de São Paulo - está fazendo o diagnóstico da BVD, sigla em inglês que identifica a diarréia vírica bovina. Os pecuaristas estão mostrando qualidade e se mostram preocupados com todas as doenças. Se antes, quando morria um bezerro, não se fazia nada, hoje eles querem saber o que é. Se o interesse for identificar se os animais já tomaram contato com a doença e desenvolveram anticorpos, deverá ser remetido 1 ml de soro do sangue de cada animal. Já para se saber se existem animais eliminando o vírus (os persistentemente virêmicos, que são o grande problema), deverá ser feito o isolamento do vírus através da remessa de 10 ml de sangue total com anti-coagulante. Podem ser atendidos pecuaristas de todo o país. Hoje, ele se mostra inadequado, pois o aborto é o principal problema. Embora não afetando o homem, a BVD ataca, além dos bovinos, os bubalinos, suínos e ovinos, com contágio entre essas espécies. O vírus causador da BVD penetra principalmente pela boca e nariz dos animais, multiplicando-se nas células das mucosas e nas amígdalas. O contágio acontece da mãe para o feto e através de secreções no nariz, olho, saliva, sêmen, fezes e urina. Instrumentos contaminados, embriões e restos de placenta também são veículos do vírus. Caso o contágio aconteça na fase pós natal (bezerros e animais adultos), 90% deles terão a infecção sem apresentar sintomas, desenvolverão anticorpos, eliminarão o vírus e se tornarão resistentes por um longo tempo. Provavelmente não terão qualquer problema posterior, a não ser que sejam contaminados por uma cepa diferente do vírus inicial. Como o vírus afeta o sistema imunológico, durante esse processo infeccioso, que dura cerca de 15 dias, os animais são alvos de outras enfermidades. Os 10% restante dos animais poderão apresentar de forma branda a diarréia, por vezes sangüinolenta, para depois adquirirem resistência. O maior problema são as fêmeas gestantes que ainda não desenvolveram anticorpos.

 

5.1.3 - Ultra-sonografia amplia horizontes da T.E.

Nasceram em novembro de 96, os três primeiros bovinos obtidos através da PFU-FIV - Punção Folicular por Ultra-sonografia associada à Fecundação In Vitro. Desenvolvido no Brasil pelo Cenargen - Centro Nacional de Recursos Genéticos e Biotecnologia, da Embrapa, em Brasília, DF, essa técnica consiste em retirar ovócitos (óvulos imaturos ou oócitos) de vacas vivas, maturá-los, fecundá-los em laboratório e transferir os embriões a fresco para receptoras ou mães de aluguel. Até pouco mais de dois anos atrás, a técnica só era utilizada no aparelho reprodutivo de vacas mortas. Ao contrário da Fecundação In Vitro, que exige conhecimentos mais complexos, a coleta dos ovócitos é um processo relativamente simples. Qualquer veterinário é capaz de fazer a punção folicular, desde que submetido a treinamento para manipulação do aparelho de ultra-som e da sonda a ele acoplada. A primeiro passo é imobilizar a doadora. Depois o técnico introduz a sonda por via vaginal e procura visualizar os ovários na tela de vídeo. Encontrando os folículos, ele os perfura com um instrumento próprio, dotado de agulha fixada na ponta da sonda e, através da agulha, aspira os ovócitos, manipulando uma bomba de vácuo.

 

5.1.4 - Novas técnicas

Na concorrência cada vez mais acirrada entre os vários tipos de carne, a bovina tem a desvantagem de apresentar o mais longo ciclo de reprodução. Com o incentivo criado pelos programas estaduais de produção de novilhos precoces, são abatidos, em número cada vez maior, animais de idade entre 19 e 24 meses. É possível abater novilhos a partir dos 12 meses de idade com as mesmas 16 arrobas de rendimento. Mas para que o super precoce tenha com 12 meses o peso de um adulto é preciso investir bastante na sua nutrição desde o nascimento. Quanto mais leite o bezerro receber, maior a economia em ração. Após a desmama, aos sete meses, o novilho vai para o confinamento, e em cinco meses estará pronto para o abate, sendo eliminada a fase de recria dos machos. As fêmeas recebem suplementação no pasto para que atinjam peso de cobertura antes dos treze meses e possam reproduzir bezerros aos 22 meses. O manejo do super precoce segue o seguinte processo: no primeiro cruzamento, a matriz nelore deve ser inseminada ao receber a pasto de touro de raça cujas fêmeas possuam boa habilidade materna, como o simental e pardo-suíço original, ou ainda de raças de menor porte, geralmente mais férteis, como os angus; até a desmama, machos e fêmeas frutos deste cruzamento recebem suplementação com o concentrado denominado creep feeding. Desmamados, todos os machos agora com cerca de 240 quilos vão para o confinamento até atingir o peso de abate. As fêmeas, com cerca de 200 quilos, são engordadas a pasto com suplementação até chegarem aos 300 quilos necessários para serem inseminadas; usa-se nessa inseminação, de preferência, material genético de raça européia diferente da primeira cruza e com maior rendimento de carcaça como, por exemplo o limousin. Tem-se então um animal três quartos de sangue europeu. Como na fase do confinamento, o consumo de ração por três oscila entre 6 e 8 quilos de matéria seca para se converter em 1 quilo de peso vivo. Quanto mais pesados forem os bezerros até a desmama, mais se economiza na fase seguinte. O creep feeding é responsável pelo custo de produção baixa desse sistema. O criador pode optar por outras alternativas para compor a ração, comprando produtos que estiverem com maior oferta e menor preço no mercado. Uma sugestão é usar a silagem de grãos de milho úmido como concentrado. Na puberdade, são necessários 6.5 quilos de alimento para se obter 1 quilo de peso vivo, enquanto que os animais com mais de 18 meses precisam comer de 9 a 10 quilos para ganhar o mesmo peso. Depois dos primeiros anos de testes, o sistema começou a ser usado em criações comercias. Tudo isso, no entanto, ainda não se converteu em adicional de preço para o criador. Embora existam frigoríficos que começam a valorizar a carne proveniente de animais mais jovens, já que atendem consumidores mais exigentes, o adicional pago dificilmente ultrapassa 1 real por arroba.

 

5.2 Aspecto Negativo

 

5.2.1 - Não basta vacinar. Tem de ser no lugar certo

Uma picanha com problemas causados por picadas de injeções intramusculares, principalmente quando contém oxitetraciclinas (medicamentos utilizados contra a maioria das infecções dos bovinos), sempre apresentará hematomas, glanulomas ou edemas, que obrigam os abatedouros a desqualificarem a peça, aproveitando-a apenas em retalhos. Com isso, seu preço de venda habitual, em torno de oito a nove reais o quilo, passa a valer entre três e quatro reais para colocação no varejo. A justificativa é simples: a peça se apresentaria, se vendida inteira, com aspecto desagradável à vista, até repugnante se tivesse havido formação de pus no local, o que é bastante freqüente. O problema é mais grave do que se pode imaginar: 3% pelas carcaças processadas pelo Gejota têm a picanha depreciada e vendida como retalho, em razão das injeções intramusculares aplicadas incorretamente. Em alguns casos, todos os animais procedentes de um mesmo fornecedor acusam essa prática, o que resulta em sérias perdas para a comercialização, considerando que as boiadas costumam Ter de 12 até 600 cabeças por compra, conforme o número de caminhões boiadeiros enviados ao frigorífico. O mesmo índice deve, repetir-se nos abatedouros, em geral, porque também oscila entre 3% e 5% o volume de picanhas e outras partes da traseira que chegam ás casas de carne danificadas. Quando a aplicação de uma injeção, via intramuscular profunda, além das perdas, no caso de danos visíveis, como hematomas e reações inflamatórias, corre-se o risco, ainda, de as lesões serem internas à musculatura do animal e, não identificadas, disponibilizar ao consumidor um produto com uma surpresa bastante desagradável. As perdas causadas pelas injeções intramusculares poderiam ser facilmente evitadas. O prejuízo também não é só na carne: uma injeção intramuscular que atinja a gordura da picanha, por exemplo, formará glânulos no local, semelhantes a grãos de arroz.

 

6.Industrial

 

6.1 Aspectos Positivos

 

6.1.1 - Em busca do clone do gosto

O paladar sofre a influência de uma quantidade enorme de fatores, além do aroma, que é fundamental, também participam da formação do gosto, a cor, a temperatura, a consistência e até mesmo aspectos emocionais associados a determinados alimentos.

Agora imagine que você é tão pequeno que consegue identificar cada molécula ao seu redor, isto é, os tijolinhos que compõem tudo o que existe. Uma gota de água se apresentará aos seus olhos como um mosaico enorme composto por unidades de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Qualquer substância diluída nesta gotícula aparecerá para você como um tijolinho diferente, misturado à estrutura do mosaico.

Conseguiu imaginar? Pois é isso o que acontece quando você ingere um alimento. As moléculas responsáveis pelo sabor se diluem na água da saliva e flutuam como vapor até se prenderem na mucosa olfativa de seu nariz. Ali, células especializadas "enxergam" as moléculas e transferem para o cérebro a informação "sabor X". As crianças sabem disso tudo empiricamente. Quando as mães as obrigam a comer uma verdura desagradável, elas apertam o nariz para não sentir o gosto. Lembra-se?

Sabor que pesa no bolso: O que explica a enorme diferença de sabores que existe no mercado é a maior ou menor fidelidade à composição químicas dos aromas. Enquanto na laranja do nosso exemplo elas eram sessenta, em outras frutas, como o morango, chegam a 850. O brasileiríssimo aroma de café torrado é mais complexo: há 1500 moléculas no seu sabor.

Quanto mais perto os cientistas conseguirem chegar da fabricação do cardápio completo das substâncias naturais, mais próximos estarão do sabor natural. O aroma da banana possui cerca de 200 substâncias, mas pode-se reproduzi-lo com 50 ou com 190. Depende do grau em que o cliente deseja se aproximar do sabor original da fruta, e de quanto pretende investir, pois há um aumento proporcional no custo final do aroma. Ainda se é advertido para outro desafio: não podemos nos esquecer da conservação. Os aromas devem ser capazes de suportar o fogo, o congelamento e a estocagem. Tudo isso para depois sumir dentro da boca. A boca que mastiga, mastiga, mastiga e saboreia.

6.1.2 - Hora do banho

Quando você mergulha na banheira ou toma uma ducha, a água só consegue arrastar algumas partículas de sujeira, coladas na superfície do corpo. Pois todo tipo de poeira ou de germe, mal encosta na pele, fica grudado em uma película oleosa. Trata-se da melhor emulsão protetora de que se tem notícia - a mistura do suor com a gordura secretada pelas glândulas sebáceas. O suor, como o ácido, dificulta a sobrevivência dos microorganismos nocivos que, porventura, ousam se instalar na pele: já o cebo reveste a superfície, cobrindo certas brechas que poderiam servir de entrada para os germes. Ao longo das horas, porém, essa película engrossa, intercalando camadas de óleo e de sujeira. A pele fica cada vez mais pegajosa, e daí só tem um remédio - o sabão.

Ao aquecer a mais de 80ºC qualquer espécie de gordura com soda cáustica ou outra substância muito alcalina, eu realizo uma saponificação, ou seja, fabrico sabão. Nessas relações formam moléculas com dois pólos, um solúvel em água e outro em gordura. Em pleno banho, cada essas moléculas de sabão ficam cravadas em cada minúscula gota de água, deixando para fora a sua metade capaz de se ligar à gordura do corpo. Na realidade, ninguém molha o corpo por inteiro. Uma olhada pelo microscópio mostra que as gotículas de líquido se espalham distantes entre si sobre a pele. Mas tudo bem, porque as moléculas de sabão, alcalinas, atraem feito pequenos imãs aquele sebo, que é ácido, com pH (índice de acidez) em torno de 4.5. Seqüestrada, a sujeira oleosa é levada pela água, até escoar pelo ralo. Quanto mais alcalino é um sabonete, mais gordura ele consegue retirar. Sabonetes, aliás, sempre são alcalinos. Se fosse possível fabricar um sabão realmente neutro, ele não ofereceria vantagens, porque não limparia direito. O Ministério da Saúde pretende dar um prazo para que as indústrias retirem das embalagens este adjetivo, usado ironicamente como sinônimo inofensivo. É por isso que alguns discutem se não faria mal tomar banho com sabonete mais de uma vez por dia, costume de muitos brasileiros. No entanto, em condições normais, uma a duas horas depois de você ter saído do banho, sua pele já terá recuperado a oleosidade própria.

 

6.1.3 - Dentes mais fortes

As bactérias da boca são boêmias por excelência. Aproveitam a noitada para devorarem, mais do que nunca, restos de alimentos entre os dentes. Ao mesmo tempo, se reproduzem numa velocidade espantosa: de quinze em quinze minutos, cada célula se divide em duas. A esbórnia é facilitada pela diminuição de saliva na madrugada - afinal, esse líquido vive expulsando algumas bactérias, goela abaixo. De manhã, portanto, ninguém deveria acordar achando que tudo está em ordem. Pois, na boca, como em todo fim de festa, tem resto de comida e sujeira por tudo quanto é lado. Os fanfarrões, junto com essa festa, se depositam nos dentes e gengivas, criando a famosa placa bacteriana.

Os dentes estão sempre interagindo com o meio ambiente. A placa bacteriana, no caso, deixa a saliva ácida, o que é péssima para os dentes. Isso ocorre com maior intensidade se alguém ingere açúcar. A saliva e o esmalte dos dentes compartilham dois minerais, o cálcio e o fosfato, cuja tendência é passar do lugar mais alcalino para o mais ácido. Desse modo, quando o pH da saliva fica inferior a 5.5, ela começa a roubar cálcio e fosfato dos dentes. Com isso, depois de certo tempo o equilíbrio ácido-básico volta a reinar. Então, os dentes podem até tomar de volta os dois minerais.

No entanto, se logo de manhã, por exemplo, a pessoa toma seu café açucarado e sai de casa sem escovar os dentes, a degradação pelas famintas bactérias reinicia. No final, os dentes acabam perdendo mais minerais. Quando os dentes mais perdem do que ganham a batalha pelo cálcio e fosfato, a cárie aparece. Ela é a própria desmineralização do esmalte. O flúor é a substância mais ideal para reverter o processo. Durante muito tempo, acreditou-se que o flúor protegeria os dentes ao reagir como substâncias do esmalte para construir uma verdadeira barreira de minerais. Assim, a saliva ácida passa a seqüestrar cálcio e fosfato desta barreira, em vez de retira-lo do próprio dente. Além disso, hoje se sabe que o flúor deixa a saliva super saturada de cálcio e de fosfato, acelerando a remineralização do esmalte.

 

6.1.4 - Sensação refrescante

O suor aumenta durante o dia, para refrescar o corpo, aquecido pelo calor do sol. Mas esse líquido em si não tem o aroma desagradável graças ao qual leva má fama. O mau cheiro é devido à degradação de seus componentes por tais bactérias. Os desodorantes são combinações de álcool, bactericidas e essências de perfumes. Ao diminuir a quantidade de bactérias, diminui a degradação e o mau cheiro. A maioria dos produtos também é antiperspirante, ou seja, ataca o problema por duas faces.

Além de matar os germes, os antiperspirantes reduzem a umidade de que as bactérias sobreviventes tanto gostam. Ao usá-lo, sais de alumínio e de outros metais tapam literalmente os poros. A área de aplicação é muito pequena e, por isso, não causa problemas no sistema de controle de temperatura do o organismos. Essas moléculas tem um tamanho perfeito: embora sejam grandes demais para serem absorvidas, elas se encaixam na saída do suor. O líquido acaba sendo reabsorvido pelo organismo. Mas, no decorrer do dia, esses tais de alumínio vão saindo dos poros, como rolhas de champanhe. Termina o efeito do antiperspirante. Às vezes, resta o perfume. Sua combinação com o suor degradado costuma ser terrível. Afinal, se um cheiro incomoda muita gente, dois podem incomodar muito mais.

 

6.1.5 - Celulose branca e barata

A cor marrom impregna-se na celulose depois que os troncos das árvores - eucaliptos ou pinos - são triturados e cozidos em enormes digestores com soda cáustica e enxofre. Esse cozimento faz com que 97% da lignina (parte mais dura da madeira, ou seja, a camada responsável pela sustentação da árvore. É ela que torna a celulose marrom e exige a aplicação de produtos químicos para torná-la branca) se separe da celulose, sendo queimada para gerar calor, a energia que move as caldeiras. Mas os 3% restantes, justamente a parte da lignina que está mais entranhada na celulose, têm o poder de escurecer todo o produto.

A lignina tem consumido alguns dos investimento da indústria da celulose, na busca de alternativas técnicas que evitem a aplicação de poluentes. Já é possível substituir o cloro por outras substâncias menos danosas ao ambiente, como o oxigênio, peróxido de hidrogênio, dióxido de cloro e ozônio, a mais nova opção que vem sendo estudada. Mas em todos os casos o alto custo e as dificuldades impostas inviabilizam a adoção de métodos mais limpos em grande escala.

Por isso, vasculhar a molécula da lignina tem sido a missão das grandes indústrias de celulose. E a Aracruz deu um salto na frente, ao encomendar uma pesquisa mais precisa a técnicos da Universidade de Campinas (Unicamp), que trabalham com um poderoso microscópio de força atômica, capaz de ampliar a imagem até 1 milhão de vezes.

Esse super microscópio possibilitou aos cientistas penetrar no mundo atômico da celulose e da lignina, fato inédito no mundo. Conhecendo em detalhes a estrutura molecular da lignina, podemos fazer alterações em sua estrutura e obter eficiência no processo de embranquecimento da celulose. Com a imagem ampliada, os cientistas podem interferir na molécula para produzir uma celulose mais refinada e limpa. Como? Produzindo mudas de plantas alteradas geneticamente para produzir um tipo de lignina mais fácil de ser separada da celulose, a um custo menor e, principalmente, com menos danos ao meio ambiente.

 

6.2 Aspectos Negativos

 

6.2.1 - Muitas indústrias despejam no ar milhões de toneladas de produtos químicos, os quais afetam profundamente a saúde das pessoas, principalmente as crianças e idosos, cujos organismos são mais fracos.

6.2.2 As indústrias despejam seus dejetos em rios e mares, e, com o passar dos anos, matam toda a fauna e a flora tanto fluvial quanto marítima. E esta última, além de servir como fonte de alimentação, também desempenha um papel muito importante na natureza; as algas efetuam a fotossíntese, e, renovam o nosso oxigênio.

 

7.Radioquímica

 

7.1 Aspectos Positivos

 

7.1.1 - Física nuclear

Arremessados dentro de um túnel de 27 Km de comprimento, enterrados a 150 m abaixo da cidade de Genebra, na Suíça, os estilhaços atômicos colidem frontalmente a mais de um bilhão de quilômetros por hora. Quase a velocidade da luz. Nesse instante, criam uma microscópica esfera de energia que é uma recriação em miniatura do próprio Big Bang, a explosão que gerou o universo. A máquina capaz desta proeza começou a ser construída este ano em Genebra, com recursos de duas dezenas de países. Foi batizada de LHC (sigla em inglês para Grande Colisionador de Hadrons - nome genérico para partículas como prótons). O objetivo é analisar estilhaços do núcleo atômico em busca de formas da matéria que só circularam livremente pelo espaço nos primeiros instantes do Big Bang, quando a temperatura ambiente era de 10000 trilhões de graus celsius (hoje, o próprio coração das estrelas tem apenas alguns milhões de graus). Tudo isso para tentar chegar a uma teoria mais perfeita do que os atuais alicerces da física, a mecânica quântica e a relatividade. A inauguração da máquina está prevista para 2005. Em princípio, pelo menos, a coisa funciona mais ou menos como as antenas de rádio ou de televisão, nas quais brota uma corrente elétrica sempre que chegam os sinais da estação transmissora. Isso porque os sinais carregam energia elétrica e magnética, e a energia empurra os elétrons nos átomos da antena. A eletricidade, então, desce pelo fio transmitindo sons e imagens nos aparelhos dentro de casa. Outra diferença é que as ondas de rádio não aceleram apenas elétrons: precisam movimentar também um carrossel de pósitrons, que são idênticos aos elétrons, mas que, ao contrário deles, têm carga elétrica positiva. No LHC, os elétrons e os pósitrons vão ser substituídos por prótons (de carga positiva) e antiprótons (negativas), que são 2000 vezes mais pesados. Depois de muitas horas de aceleração, matéria (prótons) e antimatéria (antiprótons) alcançam velocidade bem próxima a velocidade da luz, que é de 300000 Km/s, e colidem. A nova máquina vai superar com folga os maiores aceleradores de partículas da Europa e dos EUA. E isso a um custo relativamente baixo, graças à decisão de montar o LHC dentro de um túnel já existente, o do LEP (sigla em inglês de Grande Acelerador de Elétrons-Pósitrons), já instalado em Genebra desde 1989, e que também custou 1 bilhão de dólares. O LEP continua em ação e acaba de ser "envenenado" para ficar mais poderoso. É a parte de um esforço para valorizar a ciência básica, que nos últimos anos anda de cinto mais do que apertado.

  

7.1.2 - Raios X

Tipo de radiação eletromagnética penetrante e invisível ao olho humano, com comprimento de onda menor que o da luz visível. Os raios X são produzidos quando se bombardeia um alvo, como um metal, com elétrons em alta velocidade. Essa capacidade de penetração permite que os raios X sejam utilizados para fazer imagens do interior do corpo humano ou de estruturas internas de objetos, seja na indústria, na Medicina ou na pesquisa científica.

Foram descobertos por acaso, em 1895, pelo físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen, quando trabalhava com um tubo de raios catódicos - aparelho que emite elétrons acelerados e focados para uma tela fosforescente e constitui a base da televisão. O tubo estava envolto por uma caixa de papelão negra, mas Roentgen percebeu que uma tela deixada perto emitia luz toda vez que o tubo funcionava. Ele provou que a causa da luminescência eram raios invisíveis e misteriosos que chamou de "X".

Esse tipo de radiação é produzida sempre que os elétrons em alta velocidade atingem um objeto; parte da energia do choque produz os raios ao atingir os átomos do alvo.

Assim como a luz visível, os raios X também podem sensibilizar o filme fotográfico. Seu grau de absorção por uma substância depende da densidade e do peso atômico dela. Quanto menor o peso atômico, mais transparente é a substância aos raios X. Os ossos, por terem elementos de maior peso atômico do que os órgãos e a carne, absorvem mais a radiação e por isso deixam sombras mais escuras no filme fotográfico.

 

7.2 Aspectos negativos

 

7.2.1 - Radioquímica

Na guerra contra o tumor quase sempre existe um momento de abaixar as armas. É quando o médico se vê obrigado a diminuir as doses ou até mesmo interromper a quimioterapia, tratamento com drogas altamente tóxicas para células em ritmo de reprodução acelerado, como é o caso das cancerosas. A questão é que esta característica não é uma exclusividade delas. Certos glóbulos brancos defensores se renovam a cada oito horas. Como são rápidos, também são arrasados pela terapia anticâncer.

O sistema imunológico destruído por tabela deixa o doente sujeito a infecções. Chega uma hora em que a queda da imunidade pode comprometer a saúde mais do que o próprio tumor. Sem contar o prejuízo para os rins e outros órgãos vitais.

 

7.2.2 - Uma opção para quem não tem outras saídas

No Japão, há vinte anos o consumo de quilowatt atômico vem aumentando. Em 1973, representava 0.6% de todo a eletricidade produzida no país. Em 1996, saltou para 30%. Trata-se, já, do terceiro maior parque nuclear do mundo: 51 reatores em operação. Os japoneses reprocessam urânio na usina de Tokai e também na Europa, em centrais da Inglaterra e da França. O tráfego de navios carregados de material radioativo é alvo de protestos constantes. Mas não resolveram a questão do lixo. Por enquanto, guardam os dejetos em locais provisórios à espera de uma definição posterior do que fazer com eles.

 

7.2.3 - O vaga-lume atômico

Em novembro de 1976, o Brasil assinou um acordo na Alemanha para a construção de oito reatores nucleares. Em vinte anos, nenhum ficou pronto. A usina Angra 2, consumiu 5.8 bilhões de dólares e requer mais 1.2 bilhões para ser concluída. O reator Angra 1, seu apelido é vaga-lume, quando está ligado gera 650 megawatts. Mas como o nome indica, vive piscando. Tem um dos mais baixos índices de eficiência do mundo. O programa nuclear brasileiro coleciona atrasos, multas, juros e erros como as fundações mal calculadas de Itaorna. Desistir significa um prejuízo maior do que o necessário para concluir. Mas, se serve para Angra 2, o raciocínio não serve para Angra 3 que a Eletrobrás também pretende construir em Itaorna. Questões como o lixo tóxico radioativo permanecem abertas. Até o direito básico da população à segurança está mal resolvido: o Plano de Evacuação da cidade em caso de emergência é uma ficção, tem tudo para dar errado.

 

7.2.4 - Lixo atômico

No mundo inteiro os cientistas nucleares enfrentam a muito tempo o mesmo desafio: encontrar o quanto antes uma maneira definitiva de dispor do lixo atômico, principalmente do chamado de material de alta radioatividade, proveniente do reprocessamento de elementos combustíveis, capaz de emitir radiações letais para os seres vivos durante milhares ou até milhões de anos - uma eternidade para todos os efeitos práticos. O fato de não se ter encontrado ainda uma solução para essa charada, 36 anos depois da entrada em funcionamento do primeiro reator nuclear destinado a produção de eletricidade, é um dos principais motivos pelos quais muita gente gostaria de banir tais reatores da face da Terra, o outro, é o eterno risco de tragédias. Os cientistas correm atrás, senão da fórmula ideal, ao menos uma solução satisfatória para o problema do lixo. A conseqüência mais óbvia de uma reciclagem é que o volume do lixo diminui. Também para reduzir o volume, aquilo que de fato é rejeito, deve ser ainda compactado, sempre que possível. Não faz sentido guardar um litro inteiro de água, se apenas poucas gotas estão contaminadas. Por isso, são criados uma espécie de concentrado radioativo. Ou seja, o fluído em seguida é misturado a algum tipo de sólido, como cimento ou betume, para evitar toda e qualquer dispersão durante a manipulação do material. Em outros locais, os rejeitos líquidos de alta atividade são transformados em vidro, também para impedir derramamentos. Quando o rejeito é sólido, é possível prensá-lo. Assim, um tambor com 0.5 m de altura, recheado de lixo atômico, termina compactado numa pastilha de cerca de 10 cm de altura.

 

 

 

 

 

 

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