NÚCLEO DE ESTUDOS EM HISTÓRIA DEMOGRÁFICA
BOLETIM DE HISTÓRIA DEMOGRÁFICA
Ano V, no. 16 - novembro de 1998
SUMÁRIO
Softwares para Demografia Histórica
ROL - Relação de Trabalhos Publicados
Neste número do BHD estampamos, além do material costumeiro, indicações das comunicações apresentadas no XIo Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais -- Caxambu (MG), outubro de 1998 -- bem como resumos hauridos em dois catálogos de dissertações e teses: "O Rio de Janeiro em teses: catálogo bibliográfico (1960/1990)" e "Curso de pós-graduação em história: catálogo de dissertações, 1983-1997"; concernente, este último, ao campus da Universidade Estadual Paulista (UNESP) estabelecido em Franca.
BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONCEITO "DEMOGRAFIA HISTÓRICA"
Iraci del Nero da Costa
Nestas notas, que não têm caráter exaustivo nem são originais, teço algumas considerações sobre o conteúdo da expressão "demografia histórica" a partir das características concretas que ela assumiu entre nós.
Postulo, desde logo, que os dois termos dessa expressão -- "demografia" e "histórica" -- condicionam-se reciprocamente de sorte a ex-primirem um todo orgânico, uno, que representa uma área bem delimita- da do conhecimento da vida social. Atenhamo-nos, pois, ao relaciona- mento entre esses dois elementos ressonantes.
São duas as dimensões do "histórico" que qualificam o "demográfico". Assim, para estabelecermos o conhecimento do comportamento pretérito das variáveis demográficas é preciso, obviamente, determinar os valores que elas assumiram no passado. Ora, para fazê-lo nos vemos em face da necessidade de trabalharmos com técnicas especialmente desenhadas para levantar informações concernentes ao período pré-estatístico, vale dizer, temos de nos servir de fontes primárias não convencionais, quando pensadas em termos dos modernos levantamentos censitários, mediante as quais, indiretamente e depois de submetê-las a tratamento adequado, chega-se à determinação dos valores indispensáveis aos estudos demográficos. Como sabido, além das práticas que utilizamos como pesquisadores em nosso dia-a-dia, o método de resconstituição de famílias é exemplo palmar de técnica especificamente elaborada para o tratamento de fontes aparentemente limitadas. Impõe-se, ademais, já no terreno da demografia formal, o desenvolvimento ou o aproveitamento de técnicas e modelos estatísticos aptos a extrair in- formações estatisticamente significativas de material incompleto e/ou precário quando visto sob a ótica das técnicas estatísticas convencionalmente empregadas pelos demógrafos. Exemplos destes últimos procedimentos são dados pelo Manual X da ONU (Indirect techniques for demographic estimation) e, em escala modestíssima, pelos cálculos para datação de listas nominativas formulados por mim e por Nelson Nozoe. Uma segunda qualificação devida ao "histórico" está no fato de que não nos basta, aos demógrafos historiadores, o conhecimento do comportamento demográfico das populações pretéritas, pois, após estabelecê-lo, perguntamo-nos imediatamente: quais os condicionantes de tal comportamento, quais são suas causas e conseqüências? Ao procurarmos resposta para tal questionamento encontramo-nos, sabemo-lo à farta, no campo próprio do historiador; vemo-nos, assim, condenados a buscar na história -- bem como em outros departamentos da Ciência Social -- os fatores capazes de explicar, além das determinações pura- mente biológicas, os resultados revelados pela análise quantitativa das evidências empíricas.
De outra parte, a "demografia" impõe-se à "história"; neste caso, como no anterior, é possível distinguir imediatamente duas dimensões do "demográfico" que sujeitam o "histórico", vejamo-las. Um primeiro condicionante é dado pelo fato de que nosso interesse precípuo está em determinar o estado e a dinâmica de nossas populações pretéritas, ou seja, votamos nossos esforços, primariamente, para o conhecimento do comportamento demográfico dos grupos e/ou segmentos sociais que conformaram nossa população. Tais elementos, puramente demográficos, aparecem, pois, na raiz de nossas preocupações e iluminam nosso campo de estudo. Destarte, não perguntamos, genericamente, pelo passado, interessa-nos, sim, um específico passado: o passado de nossa população, seu comportamento demográfico, sua formação no correr do tempo. Um segundo condicionante concerne à própria perspectiva segundo a qual visamos tal passado; ao fazê-lo, privilegiamos o comportamento demográfico por entendermos que ele exprime as vicissitudes de ordem econômica, política e social defrontadas pelas populações pretéritas. Ou seja, segundo pensamos, os fatos demográficos trazem impressos em si mesmos, além das resultantes de sua própria especificidade enquanto fenômeno biológico, os sucessos vivenciados pela comunidade humana da qual são expressão; permitimo-nos assim, em larga medida e repudiando todas as formas de automatismo absoluto e determinismos mecânicos, ver e entender a história de dada sociedade à luz do comporta- mento demográfico que ela revela no passar do tempo.
Como avançado, o conceito "demografia histórica" traz em si ele- mentos que se condicionam mutuamente e que se definem como partes in- terrelacionadas e solidárias de uma mesma totalidade. Fica visto, a- demais, que a demografia histórica, por privilegiar determinados ele- mentos, não esgota, enquanto ramo do conhecimento, a vida social, embora abarque uma larga fatia dela.
Dentre as perguntas suscitadas pelas colocações acima postas ressaltam três, vejamo-las.
Todos os trabalhos de demografia histórica apresentam todos os predicados discriminados no corpo deste artigo? A resposta a tal questionamento é não; os trabalhos efetuados em nosso campo de especialização não têm de, necessariamete, cobrir toda a gama de problemas abarcados pela demografia histórica, podendo, no limite, restringir-se a apenas um aspecto histórico-demográfico, o estudo da nupcialidade em tal ou qual paróquia, por exemplo. O que importa, a meu juízo, é que o conjunto dos trabalhos desenvolvidos em nossa á- rea cobre exaustivamente o terreno acima identificado.
Os demógrafos historiadores têm de ter consciência dos elementos aqui tratados? Evidentemente a resposta a tal pergunta é não; não só não é necessário que os pesquisadores tenham consciência absoluta das questões, processos e mesmo dos procedimentos e técnicas próprios de sua área, como, em alguns casos, pode ocorrer o fato de um estudioso desenvolver, inconscientemente, trabalhos muito relevantes para um dado ramo do conhecimento, a demografia histórica no nosso caso. Acolher no seio de nossos grupos de pesquisa e de debates o maior número possível dos que, direta ou indiretamente, consciente- mente ou não, contribuem para o avanço da demografia histórica revelar-se-á, a meu juízo, muito proveitoso para todos nós.
Por fim, permanecerão áreas cinzentas em nosso campo de especialização? Sim, por mais refinada que seja a delimitação de nossa área de interesse, por mais sofisticada que seja a formação dos cientistas votados ao estudo da vida em sociedade sempre existirão zonas lindeiras "acinzentadas", fronteiras móveis, indefinidas, e, feliz- mente, espíritos irrequietos que não se amoldam docilmente a esquemas preestabelecidos.
BATISTA, Rita de Cássia Souza Félix. O negro e seus meios de sobrevivência em Juiz de Fora de 1888 a 1930. (mestrado, Faculdade de História, Direito e Serviço Social da UNESP-Campus de Franca, 1996), 104 p., mimeografado.
RESUMO. Aborda o negro em Juiz de Fora (MG), no período em que foi lançado no mercado de trabalho e buscava sua inserção como trabalhador livre, com expectativas, projetos e algum conhecimento técnico. As barreiras legais ou extra-oficiais dificultaram tal inserção da população negra enquanto trabalhadora. A competição com o imigrante, o preconceito e a discriminação vieram somar-se às barreiras legais impostas principalmente por meio das resoluções da Câmara Municipal, que restringiam as atividades profissionais autônomas dos negros no centro da cidade, alijando-os do processo competitivo, em benefício dos imigrantes. (Extraído de MALATIAN & DI GIANNI, 1997).
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CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte, (doutorado, IFCH/UNICAMP, Campinas, 2 vol., 1989).
RESUMO. A partir da investigação dos processos criminais guardados no arquivo do Primeiro Tribunal do Júri da Cidade do Rio de Janeiro e das ações cíveis de liberdade que se encontram no Arquivo Nacional, o autor reconstrói as práticas cotidianas utilizadas por escravos e negros livres da corte recuperando seus modos de pensar o mundo e de atuar sobre ele. Opõe-se tanto à teoria que defende a idéia de que os escravos eram incapazes de pensar o mundo a partir de categorias e significados sociais que lhes fossem próprios, quanto à que enfatiza a rebeldia negra. Argumenta que havia visões da escravidão peculiares do escravo que transformavam as transações de compra e venda de negros em situações mais complexas do que simples trocas de mercado. Analisa, ainda, o papel que a cidade do Rio de Janeiro -- transformada em cidade negra, cidade-esconderijo -- desempenhava na vida desses escravos. (Extraído de VALLADARES, 1992).
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CLEVELARIO JYKUGANIOR, Judicael. A participação da imigração na for- mação da população brasileira. Revista Brasileira de Estudos de População. São Paulo, ABEP, 14(1/2):51-71, jan./dez. 1997.
RESUMO. O autor utiliza um modelo linear simples, taxas estima- das de crescimento da população e a suposição de ser o Brasil desabitado em 1822 para estimar a participação da imigração na formação da população brasileira. Os resultados mostraram estar entre 12 e 24% (provavelmente 18%) a participação da imigração na constituição da população do Brasil. Estes valores mostram que os imigrantes foram mais importantes na formação de nossa população do que é usualmente admitido.
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DAVID, Alessandra. Tutores e tutelados: a infância desvalida em Franca, 1850-1888. (mestrado, Faculdade de História, Direito e Serviço Social da UNESP-Campus de Franca, 1983), 147 p., mimeografado.
RESUMO. Este estudo procura verificar em que medida a legislação abolicionista teria levado à intensificação do aproveitamento espoliativo da mão-de-obra da infância desamparada, sobretudo dos órfãos. (Extraído de MALATIAN & DI GIANNI, 1997).
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DI GIANNI, Tércio Pereira. Etnicidade e forturna: estratégias dos italianos de Boa Estrela radicados em Franca a partir da grande imigração. ( mestrado, Faculdade de História, Direito e Serviço Social da UNESP-Campus de Franca, 1983), 215 p., mimeografado.
RESUMO. Aborda as práticas da etnia italiana mapeando as estratégias sociais que os imigrantes e seus descendentes utilizaram para construir uma identidade própria -- a italianidade -- no interior paulista. Observa as estratégias de aquisição da propriedade urbana (registros de imóveis, 1876-1916). Mostra os vínculos e tendências dos líderes coloniais (atas da Societá di Mutuo Soccorso "Fratelli Italiani Uniti", 1892-1902). Interpreta o sentido das escolhas realizadas no dimensionamento das famílias e na distribuição do patrimônio (registro de óbitos, 1889-1945; inventários e testamentos, 1856-1978). (Extraído de MALATIAN & DI GIANNI, 1997).
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GREIBER, Betty Loeb, MALUF, Lina Saigh & MATTAR, Vera Cattini. Memórias da Imigração: libaneses e síros em São Paulo. São Paulo, Discurso Editorial, 1998, 772 p.
RESUMO. Reunião de sessenta e nove depoimentos de imigrantes e descendentes de imigrantes sírios e libaneses que aqui chegaram entre 1880 e a década que se abre em 1940. Os depoimentos, publicados sem mudanças de linguagem ou estilo, retratam as visões dos imigrantes quanto às suas condições de vida, suas relações sociais e pessoais etc.
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GUIMARÃES, Lúcia Maria Paschoal. Espanhóis no Rio de Janeiro 1880-1914: contribuição à historiografia da imigração, (livre- docência, IFCH/UERJ, Rio de Janeiro, 1988), 142 p.
RESUMO. Tradicionalmente, o movimento imigratório vem sendo analisado pelos historiadores mediante um duplo enfoque: colonização de novas áreas (como é o caso do sul do país) e substituição de mão-de-obra escrava pelo trabalho assalariado (conforme ocorreu nas zonas cafeicultoras paulistas). Contudo, o desenvolvimento dos estudos de história regional, particularmente no caso das investigações sobre a cidade do Rio de Janeiro, revela que o movimento imigratório também teria sua vertente urbana. Considera que as grandes imigrações do século XIX são conseqüência direta da expansão capitalista no centro repulsor (a Espanha, no caso) com as implicações que o mesmo crescimento do capitalismo provo- cava no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro -- o centro receptor dessa força de trabalho. Nesse contexto, o estudo da imigração espanhola revela que ela se constitui numa fonte concorrente da mão-de-obra nacional, principalmente daquela que fora liberada pela abolição dos escravos. Além disso, permite detectar, por parte das autoridades brasileiras, uma significativa dicotomia entre a política imigratória e as práticas da imigração. (Extraído de VALLADARES, 1992).
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LAGES, José Antônio Correa. O povoamento da mesopotâmia Pardo- -Mogiguaçu por correntes migratórias mineiras: o caso de Ribeirão Preto (1834-1883). (mestrado, Faculdade de História, Direito e Serviço Social da UNESP-Campus de Franca, 1995), 305 p., mi- meografado.
RESUMO. Analisa o povoamento da área compreendida entre os rios Pardo e Mogiguaçu por famílias sul-mineiras no século XIX. Investiga a realidade econômica e social que deu origem àquelas correntes migratórias, acompanhando os roteiros e a fixação dos "entrantes" na extensa área fértil onde estabeleceram campos de cultura e fazendas de criação, reproduzindo um modelo de economia de acomodação próprio de suas origens. (Extraído de MALATIAN & DI GI- ANNI, 1997).
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MARCYKIGALIO, Maria Luiza. A demografia histórica brasileira nesse final de milênio. Revista Brasileira de Estudos de População. São Paulo, ABEP, 14(1/2):125-143, jan./dez. 1997.
RESUMO. Trata-se de um balanço da produção e das linhas de pesquisa no campo da Demografia Histórica no Brasil. Depois de realizar sua tese de doutorado em Paris, com o pai da Demografia histórica -- o professor Louis Henry --, e de ter publicado sua tese na França, sob o título "La Ville de São Paulo: pouplement et population (1750-1850)", em 1968, a autora introduziu a ciência Demografia Histórica no Brasil. Nessas condições, este artigo é, a um tempo, um testemunho pessoal e uma análise crítica da produção desses 30 anos de pesquisas na área. O estudo ressalta as linhas de pesquisa e as temáticas que têm merecido maior a- tenção dos pesquisadores, ou seja, estudos sobre fontes de dados para a Demografia Histórica brasileira, nupcialidade, família, concubinato e criança; estrutura e dinâmica da população livre e da população escrava. Por outro lado, as pesquisas vêm privilegiando o Centro-sul do país e o período que se coloca entre 1750 e 1850. Mostra ainda que pouca atenção vem sendo dada aos estudos sobre fecundidade, mortalidade, morbidade e migrações.
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MOTTA, José Flávio & COSTA, I. del N. da. Demografia histórica: da semeadura à colheita. Revista Brasileira de Estudos de População. São Paulo, ABEP, 14(1/2):151-158, jan./dez. 1997.
RESUMO. Tenta-se vislumbrar o futuro imediato que se coloca à demografia histórica brasileira. Postula-se que tal desdobramento poderá conduzir os pesquisadores, por um lado, ao aprofunda- mento do estudo dos regimes demográficos que vigoraram no passa- do brasileiro e, por outro, ao estabelecimento de uma nova síntese da formação econômica e social do Brasil; síntese esta que poderá vir a complementar e superar os modelos interpretativos clássicos propostos pela historiografia pátria.
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OLIVEIRA, Lélio Luiz de. Economia e história em Franca: século XIX. Franca, UNESP-FHDSS/Amazonas Prod. Calçados S.A., 1997, 150 p., (História Local, 7).
RESUMO. Trata-se, este estudo, de dissertação de mestrado agora publica- da sob a forma de livro. A preocupação central do autor prendeu-se ao evolver das formas de alocação da riqueza em Franca (SP) ao longo do século XIX. As mudanças na distribuição da riqueza pelos diversos tipos de bens e propriedades foram acompanhadas com base nos inventários disponíveis no Arquivo Histórico Municipal da localidade. Foram escolhidos dois períodos amostrais: (1822-1830 e 1875-1885) e a metodologia adotada aproxima-se, da utilizada no doutorado de Zélia M. Cardoso de Mello. A obra divide-se em três capítulos. No primeiro, o autor procurou evidenciar alguns avanços da historiografia recente em face do assim chamado "viés exportacionista" característico de alguns autores clássicos de nossa história sócio-econômica. A importância e o dinamismo da economia de subsistência no centro-sul brasileiro, em especial entre a decadência da mineração e o desenvolvimento da cafeicultura, devem ser considerados à luz do comportamento da plantation de exportação no entendimento da economia de Franca, a qual constitui a matéria do capitulo seguinte. Nesta localidade predominavam as atividades vinculadas à pecuária e seus derivados, embora diversas outras atividades também tivessem sua importância, como por exemplo: engenhos de açúcar e aguardente, comércio do sal, tecelagem, mineração e, já no final do período, a cafeicultura. A evolução econômica ocorreu pari passu a vertiginoso crescimento demográfico favorecido pela migração de mineiros, principalmente na primeira metade dos oitocentos. O último e principal capitulo revela as informações obtidas nos inventários por meio das amostras acima aludidas. A comparação dos dois períodos permitiu ao autor afirmar a existência de uma concentração da riqueza tanto sob a forma de escravos quanto para a totalidade das propriedades e bens. A importância da riqueza alocada em escravos diminuiu significativamente no período, deixando de constituir o item de maior participação no total da riqueza (queda de 37,1% para 26,7%). A presença dos pequenos proprietários (de 1 a 5 escravos) foi dominante nos dois lapsos temporais, alcançando 73,4%, no primeiro, e 64,8% dos escravistas no segundo período. Os proprietários de 1 a 9 cativos detinham 79,5% dos escravos e eram 90,4% do total dos escravistas no primeiro período. No momento posterior os escravistas com 1 a 10 cativos representavam 85,4% do total. Houve também uma redução da participação dos bens semoventes e das dividas passivas e ativas na riqueza paralelamente ao crescimento da parcela dos bens de raiz, em especial pela valorização das casas, fazendas, terras etc. Ainda neste capitulo há uma análise muito interessante dos preços dos escravos correlatamente às suas características: idade e sexo. Uma informação fundamental não reportada na obra é o número de inventários disponíveis, consultados e utilizados pelo autor; note-se, ainda, a ausência dos números absolutos nas tabelas e gráficos, os quais em sua quase totalidade es- tão expressos apenas em porcentagens. Pelo número de cativos levantados nos dois períodos (155 e 167) e sua média por proprietário (4,8 e 5,3, respectivamente, pode-se imaginar que tais inventários não devam passar de uma centena. Outro ponto a ser desenvolvido em trabalho posterior é a significativa concentração nas mãos de poucos e a exclusão de grande parcela da população da propriedade escrava entre os dois períodos. Talvez com a incorporação dos inventários entre os dois períodos possamos chegar a uma idéia mais precisa do motivo de tal fato, a centralização e concentração da propriedade escrava pode estar condicionada pelo fim do tráfico, pelo avanço da plantation, ou até ser apenas uma característica dos momentos finais da escravidão. Por fim, nota-se a ausência nas referências bibliográficas de alguns trabalhos fundamentais sobre a região, como os de José Geraldo Evangelista e, em número mais significativo, da historiografia mais recente. (Extraído de resenha escrita por Renato Leite Mar- condes e publicada em número anterior deste BHD).
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PASQUA, Suzana P. Registros de inumações dos cemitérios: conjunto documental praticamente inexplorado. POPULAÇÕES - Boletim do CEDHAL. São Paulo, CEDHAL-USP, no. 6, jan./jul. 1998, p. 5-6.
RESUMO. Caracteriza os "livros de inumações" dos cemitérios da cidade de São Paulo custodiados pelo Arquivo Histórico Municipal "Washington Luís" e que concernem a óbitos ocorridos na capital paulistana entre meados do século XIX e os anos 1929-30.
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SANTOS, Martha Maria dos. A ocupação da população feminina livre da paróquia da Sé de São Paulo no final do século XVIII. (mestrado, Faculdade de História, Direito e Serviço Social da UNESP- -Campus de Franca, 1983), 146 p., mimeografado.
RESUMO. Identifica as ocupações da mulher no final do século XVIII, constatando a existência de diferentes padrões de participação ocupacinal por sexo e idade, ou seja, a mulher exercia certo número de atividades significativas, muitas delas partilhadas com os homens. A situação ocupacional das mulheres dificilmente lhes permitia a independência, consistindo as atividades exteriores à esfera doméstica na participação nas transações comerciais de âmbito local, significativas num período de economia de subsistência. (Extraído de MALATIAN & DI GIANNI, 1997).
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TELAROLLI JYKUGANIOR, Rodolpho. Assistência sanitária e condições de saúde na zona rural paulista na Primeira República. Revista Brasileira de Estudos de População. São Paulo, ABEP, 14(1/2):3-17, jan./dez. 1997.
RESUMO. Trabalho baseado em comunicação apresentada no Seminário Permanente de Estudo da Família e da População no Passado Brasileiro (FEA-USP, 1995). Apesar da entrada de um grande contingente de imigrantes estrangeiros no Estado de São Paulo no final do século XIX, em especial nas duas primeiras décadas da República, o governo paulista não garantia assistência sanitária aos novos moradores. Sob o modelo político liberal da Primeira República não cabia a oferta de assistência individual à saúde, o que só passou a ocorrer a partir da década de 30. As ações de saúde mais empregadas na época tinham por objetivo o saneamento urbano e a regulamentação das habitações, além do isolamento dos doentes e a desinfecção de seus pertences durante as epidemias de doenças transmissíveis, em especial a febre amarela e a varíola. A aquisição de assistência médica privada apresentava custo eleva- do, cabendo aos curandeiros e às Santas Casas de Misericórdia a atenção aos pobres das zonas rural e urbana. Apresentado, em alguns locais, mortalidade superior a 30% do total de internados, os hospitais eram pouco utilizados. A assistência obstétrica à mulher do campo também era limitada pelo alto custo e apenas 0,3% dos nascimentos no Estado ocorriam em hospitais no início do século XX. Somente com o Código Sanitário de 1918 o campo e seu morador passam a receber maior atenção do poder estadual, com ênfase na profilaxia de endemias como a malária e a doença de Chagas, mediante a regulamentação das condições de higiene e salubridade das moradias e do meio rural.
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VALLADARES, Lícia do Prado & SANT'ANNA, Maria Josefina Gabriel, (org.). O Rio de Janeiro em teses: catálogo bibliográfico (1960/ /1990). Rio de Janeiro, CEP:Rio (UERJ) e URBANDATA (IUPERJ), 1992, 196 p.
RESUMO. O Rio de Janeiro, fonte de inspiração de múltiplos estudos, aparece pela primeira vez retratado através de suas teses. Com esta iniciativa -- que reuniu 265 dissertações de mestrado e teses de doutorado e de livre-docência, a grande maioria acompanhada de resumo -- pretendeu-se divulgar parte substancial da produção da universidade brasileira. Como se sabe, essa produção, nem sempre conhecida, é de difícil acesso e de precária circulação, o que vem impedindo sua maior difusão, sobretudo fora do âmbito universitário.
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VERGOLINO, José. A demografia escrava no Nordeste do Brasil: o caso de Pernambuco - 1800/1888. Recife, Universidade Federal de Pernambuco - Departamento de Economia, Texto para Discussão no. 383, 1997, 27 p.
RESUMO. O autor apresenta uma análise do comportamento da demo- grafia escrava no Nordeste do Brasil, utilizando informações disponíveis em inventários post-mortem de um conjunto de famílias de Pernambuco, concernentes ao período 1800-1888. Procura analisar elementos da demografia dos cativos segundo o sexo, idade, local de nascimento, tipo de atividade desempenhada, áreas de procedência e índice de masculinidade.
NOTÍCIA BIBIOGRÁFICA
Revista POPULAÇÃO E FAMÍLIA. São Paulo, CEDHAL-USP.
Raça e Família no Brasil - Estudos CEDHAL (nova série). São Paulo, Humanitas Publicações -- FFLCH/USP.
Além da revista População e Família, já anunciada em nosso último número, o CEDHAL lançou a publicação Raça e Família que dá continuidade, sob nova apresentação gráfica, aos Estudos CEDHAL.
Endereço
Comissão Editorial:
CEDHAL - FFLCH
Universidade de São Paulo
Av. Prof. Lineu Prestes, 338
Cidade Universitária
Caixa Postal 8.105
05508-900 São Paulo SP
Fone: (011) 818-3745
Fax: (011) 815-5273
E-mail: cedhal@edu.usp.br
SÉRIE HISTÓRIA LOCAL - Lançamentos da UNESP
Sob a coordenação da Profa. Hercidia Maria Facuri Coelho, a Faculdade de História, Direito e Serviço Social - Departamento de História Social, Política e Econômica - da UNESP, Campus de Franca, mantém a Série História Local, a qual já conta com os seguintes títulos:
DI GIANNI, Tércio Pereira, Italianos em Franca.
GARCIA, Ronaldo Aurélio Gimenes. Migrantes Mineiros em Franca.
LIMA, Cacilda Comássio. A construção da cidade. Franca - século XIX.
COELHO, Hercidia Mara Facuri (coord.). Histórias de Franca. (Já divulgado em número anterior deste BHD).
GUIMARÃES, Dulce Maria Pamplona. A celebração da modernidade.
GARCIA, Maria Angélica Momenso. Trabalhadores rurais em Ribeirão Preto.
OLIVEIRA, Lélio Luiz de. Economia e história em Franca: século XIX. (Veja resumo neste número do BHD)
BENTIVOGLIO, Júlio César. Igreja e urbanização em Franca: século XIX.
Endereço: UNESP - Campus de Franca
Faculdade de História, Direito e Serviço Social
R. Major Claudiano, 1.488
14400-690 Franca SP
E-mail: unespfrancabibliotec@aci-franca.org.br
PUBLICAÇÕES RECEBIDAS
OLIVEIRA, Lélio Luiz de. Economia e história em Franca: século XIX. (Veja resumo neste número do BHD)
Endereço: Lélio Luiz de Oliveira
R. Lázaro Araújo, no. 725, Apto. 6
14403-050 Franca SP
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MALATIAN, Teresa M. & DI GIANNI, Tércio Pereira (organiz.). Curso de pós-graduação em história: catálogo de dissertações, 1983-1997. Franca, UNESP/FHDSS, 1997, 99 p.
RESUMO. São apresentados resumos de 56 dissertações de mestrado defendidas no âmbito do curso de pós-graduação em história da Faculdade de História, Direito e Serviço Social da UNESP-Campus de Franca.
Endereço: Faculdade de História, Direito e Serviço Social
UNESP-Campus de Franca
R. Major Claudiano, 1.488
14400-690 FRANCA SP
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POPULAÇÕES - Boletim do CEDHAL. São Paulo, Centro de Estudos de Demografia Histórica da América Latina da Universidade de São Paulo, no. 6, jan./jul. 1998.
Endereço: CEDHAL
Universidade de São Paulo
Av. Prof. Lineu Prestes, 338
Cidade Universitária
Caixa Postal 8.105
05508-900 São Paulo SP
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BIANCHI, Susana & SPINELLI, María Estela (compiladoras). Actores, ideas y projectos políticos en la Argentina Contemporánea. Buenos Aires, Instituto de Estudios Histórico-So- ciales, 1997, 308 p. *
ZEBERIO, Blanca & BJERG, Maria & OTERO, Hernán (compilado- res). Reproducción social y sistemas de herencia en una perspectiva comparada: Europa e los paises nuevos (siglos XVIII al XX). Buenos Aires, Instituto de Estudios Histórico-Sociales, 1998, 216 p.
Artigos:
Bernard DÉROUET & Joseph GOY. Transmitir la tierra: las inflexiones de una problemática de las diferencias.
Jean Paul DESAIVE. Les paysans devant le chagement: quelques causes des transformations du monde rural en France du XVIIe. au XIXe. siècle.
Zacarias MOUTOUKIAS. Redes sociales, comportamiento empre- sario y movilidad social en una economia de no mercado (el Rio de la Plata en la segunda mitad del siglo XVIII).
Mariana CANEDO. Tierra sin gente y gente con tierra. La dinámica del acceso y de la transferencia de la tierra en una zona de colonización temprana de la campaña de Buenos Aires (Los Arroyos, 1600-1850).
Gèrard BOUCHARD. Reproduction familiale et changement social dans les campagnes du Saguenay (Québec).
Royden LOEWEN. "Si non herederas de la gracia, más aún de los bienes temporales". El sistema de herencia igualitario entre los menonitas de Canadá.
Ellen F. WOORTMANN. Herencia: dimensiones del código consuetudinario de los campesinos teuto-brasileños.
Blanca ZEBERIO, Maria BJERG, Hernán OTERO. De hijos excluidos a padres igualitarios. Prácticas de herencia de vascos y daneses en las tierras nuevas del sur bonaerense, 1870- -1930.
Endereço: IEHS - Tandil
Instituto de Estudios Historico-Sociales
Facultad de Ciencias Humanas
Univ. Nacional del Centro de la Pcia. de Bs. As.
Pinto 399 - (7000) Tandil
Argentina
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SP DEMOGRÁFICO: Estatísticas Vitais do Estado de São Paulo, Resenha quadrimestral. São Paulo, SEADE, ano 1, n. 1, mai/ /ago. 98.
SP DEMOGRÁFICO: Estatísticas Vitais do Estado de São Paulo, Resenha quadrimestral. Aspectos regionais da fecundidade. São Paulo, SEADE, ano 1, n. 2, set/dez. 98.
Veicular quadrimestralmente os principais indicadores demográficos de São Paulo é a intenção desta publicação. Em SP Demográfico serão apresentados indicadores regionais de mortalidade, natalidade e natimortalidade, considerando a- tributos como sexo, idade, causas de mortes etc.
Endereço: SEADE
Av. Cásper Líbero, 464
01033-000 São Paulo SP
http://www.seade.gov.br
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CATIVEIRO & LIBERDADE: Revista Interdisciplinar em História Social. Rio de Janeiro, Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em História Social da UFRJ e Laboratório de História Oral e Iconográfica da UFF, ano II, v. 4, jul./dez. de 1996 e ano III, v. 5, jan./jun. de 1997.
(Veja, neste número do BHD, os artigos integrados ao ROL)
Endereço: Revista Cativeiro & Liberdade
Largo de São Francisco de Paula, 1, sala 204
Centro
22231-090 Rio de Janeiro RJ
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POPULATION SOFTWARE NOTES. New York, ONU, ns. 8-9, julho de 1998.
A solicitação de assinatura desse utilíssimo boletim distribuído graciosamente pela ONU deve ser dirigida ao endereço abaixo.
Endereço: Population Software Notes
Project Co-ordinator
Computer Software ans Support
for Population Activities, INT/96/P74
United Nations Statistics Division
2 UN Plaza, Room DC2-1526
New York NY 10017
USA
E-mail: softproj_unsd@un.org
Home Page:
http://www.un.org/Depts/unsd/softproj/index.htm
http://www.undp.org/popin/softproj/index.htm
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INFORMATIVO ABEP. Associação Brasileira de Estudos Populacionais, n. 55, maio/ago. 1998.
Endereço: ABEP
Secretaria Geral
R. Curitiba, 832, 9o. andar
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* * * *
UNITED NATIONS. World Urbanization Prospects, the 1996 re- vision: estimates and projections of urban and rural populations and of urban agglomerations. United Nations - De- partment of Economic and Social Affairs/Population Division, New York, 1998, viii + 191p.
Endereço: The Director
Population Division/DESA
United Nations
DC2-1950
New York NY 10017
USA
* * * *
REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS DE POPULAÇÃO. São Paulo, ABEP, volume 14, ns. 1/2, jan./dez. 1997.
(Veja, neste número do BHD, os artigos integrados ao ROL)
Endereço: Revista Brasileira de Estudos de População
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70076-900 BRASILIA DF
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* * * *
BOLETIM da Associação de Amigos do Arquivo do Estado de São Paulo (AAA). São Paulo, AAA, ano I, no. 1, julho de 1998.
Após a inauguração do novo prédio do Arquivo (Rua Voluntários da Pátria, próximo à estação Tietê do Metrô) deu-se a retomada da Associação de Amigos do Arquivo. Fundada há doze anos, a AAA visa a emprestar mais flexibilidade e propiciar maior visibilidade às atividades desenvolvidas pelo Arquivo. A Associação passa a contar com o Boletim ora lançado que circulará trimestralmente e divulgará informações relativas ao Arquivo e à sua conservação. Destaca-se, entre as notícias veiculadas nesse primeiro número, a concernente às várias publicações do Arquivo que se acham à disposição dos interessados em adquiri-las.
Endereço: Associação de Amigos do Arquivo do Estado
Rua Voluntários da Pátria, 596
A/C Cecília Machado
02010-000 São Paulo SP
* * * *
LATIN AMERICAN POPULATION HISTORY BULLETIN. Minneapolis Department of History - University of Minnesota, no. 28, fall 1998, 20 p.
Endereço: Editor, LAPH Bulletin
Department of History, Social Sciences 614
University of Minnesota
Minneapolis MN 55455-0406
USA
E-mail: rmccaa@tc.umn.edu
O LAPH Bulletin agora também se encontra na Internet:
Home Page: http://www.hist.umn.edu/~rmccaa/laphb
Os livros, separatas de artigos e exemplares de monografias, dissertações e teses que nos forem enviados serão divulgados nesta secção e incorporados à Biblioteca da FEA-USP.
BHD - José Flávio Motta
R. João Vitorino de Souza, 250, Ap. 23-A
04728-180, São Paulo, SP
BRASIL
CENSO DE DEMOGRAFIA HISTÓRICA
Para mantermos um rol atualizado dos estudos da área de demografia histórica pedimos que os colegas nos enviem informações atinentes à sua produção cientifica. É desejável que tais informes venham acompanhados de resumos dos estudos em tela, do endereço completo do(s) autor(es) e da indicação da instituição à qual se vincula(m). Tal material será divulgado neste Boletim e na Relação de Trabalhos Publicados na Área de Demografia Histórica, organizada pelo NEHD e colocada à disposição de todos os colegas.
Correspondência para:
CENSO - José Flávio Motta
R. João Vitorino de Souza, 250, Ap. 23-A
04728-180, São Paulo, SP
BRASIL
CENSO DE DEMOGRAFIA HISTÓRICA PRIMEIRA FASE
JOÃO PAULO ROCHA FILHO
Rua Augusto Guimarães, 372
85555-000 Palmas PR
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.
Faculdades Reunidas de Administração, Ciências Contábeis e Ciências
Econômicas de Palmas (PR).
NOTÍCIAS E INFORMES
DEMOGRAFIA NA INTERNET
A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) e a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, mediante convênio, colocam à disposição dos interessados um conjunto de informações demográficas concernentes ao Estado de São Paulo:
HOME PAGE SEADE
- Banco de dados populacionais
- Documentos populacionais
- Sistema de indicadores demográficos
- Relógio populacional
Endereço:
HOME PAGE SECRETARIA DA SAÚDE
- Dados de Saúde:
- população
- produção
- indicadores
- morbimortalidade
Endereço:
S O F T W A R E S P A R A D E M O G R A F I A H I S T Ó R I C A
Os números 8-9 (julho de 1998) do boletim da ONU intitulado PULATION SOFTWARE NOTES, além de noticiarem uma nova versão do programa PopMap para Windows, oferecem-nos uma exaustiva relação de programas distribui- dos pela ONU e votados a auxiliar-nos na área de estudos demográficos. Muitos desses programas encontram-se disponíveis na Internet e são distribuídos graciosamente. Lembrando que o boletim em apreço também é enviado sem ônus para os interessados, recomendamos fortemente sua assinatura, pois o material produzido por esta divisão estatística da ONU pode ser de grande valia no desenvolvimento de nossas pesquisas.
Endereço: Population Software Notes
Project Co-ordinator
Computer Software ans Support
for Population Activities, INT/96/P74
United Nations Statistics Division
2 UN Plaza, Room DC2-1526
New York NY 10017
USA
E-mail: softproj_unsd@un.org
Home Page:
http://www.un.org/Depts/unsd/softproj/index.htm
http://www.undp.org/popin/softproj/index.htm
* * * *
Endereços de instituições vinculadas à produção de aplicativos na área de estudos demográficos.
United Nations Population Information Network:
http://www.undp.org/popin/softproj/software/software.htm
Country Support Team for Latin America and The Caribbean:
http://www.unfpacst.cl/software/soft_en.htm
The World Wide Web of Demography - Software and Demographic Models:
http://www.nidi.nl/links/nidi6000.html#Software
Healt and Family Planning Manager's Toolkit and Electronic Resource Center:
http://erc.msh.org/toolkit/Index.html
Public Health Software, Websites & Internet resources in the Public Domain:
http://www.sph.jhu.edu/org/DeltaOmega/software/
RELAÇÃO DE TRABALHOS PUBLICADOS NA ÁREA DE HISTÓRIA DEMOGRÁFICA
TRABALHOS INCORPORADOS AO ARQUIVO ROL
ANDRADE, Garcia de. Burocracia e economia na primeira metade do século XIX: a Junta do Comércio e as atividades artesanais e manufatureiras na cidade do Rio de Janeiro, 1808-50, (mestrado, ICHF da Universidade Federal Fluminense, Niterói, 1985). (Extraído de VALLADARES, 1992).
ANDREAZZA, Maria Luiza. Controle social e obediência: vida de moças imigrantes, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
BACELAR, Jeferson. A hierarquia das raças -- cor, trabalho e riqueza após a abolição em Salvador. Raça e Família no Brasil - Estudos CEDHAL, no. 9 (nova série), São Paulo, Humanitas Publicações -- FFLCH/USP, 1997, p. 11-52.
BACELLAR, Carlos de Almeida Prado. Abandonados nas soleiras das portas: a exposição de crianças nos domicílios de Sorocaba, séculos XIII e XIX. Cativeiro & Liberdade: Revista Interdisciplinar em História Social. Rio de Janeiro, Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em História Social da UFRJ e Laboratório de História Oral e Iconográfica da UFF, ano III, v. 5, jan./jun. 1997, p. 5-31.
BALHANA, Altiva Pilatti & WESTPHALEN, Cecilia Maria & GRAF, Márcia Elisa de Campos. Mudanças das estruturas demográficas e urbanas em Curitiba no final do século XIX e inicio do século XX. In: Instituto de Estudos Brasileiros. Cidades brasileiras: políticas urbanas e dimensão cultural. São Paulo, IEB-USP, 1998, p. 16-31.
BASSANEZI, Maria Sílvia C. Beozzo. Repensando a demografia histórica. Revista Brasileira de Estudos de População. São Paulo, ABEP, 14(1/2):97-100, jan./dez. 1997.
CARBONETTI, Adrián. Enfermedad y exclusión social la tuberculosis en la ciudad de Córdoba 1906-1930, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
CARVALHO, Marcus. O "cálculo dos traficantes": o tráfico atlântico de escravos para Pernambuco (1831-1850). Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro, IHGB, ano 158, número 396, jul./set. 1997, p. 907-942.
CARVALHO, Marcus Joaquim Maciel de. Os símbolos do "progresso" e a "população" do Recife, 1840-1860. In: Instituto de Estudos Brasileiros. Cidades brasileiras: políticas urbanas e dimensão cultural. São Paulo, IEB-USP, 1998, p. 52-70.
COSTA, Dora Isabel Paiva da. As mulheres chefes de domicílios e a formação de famílias monoparentais: Campinas, São Paulo - 1829, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
FARIA, Sheila de Castro. Família e morte entre escravos, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
FLORENTINO, Manolo & MACHADO, Cacilda. Sobre a família escrava em plantéis ausentes do mercado de cativos: três estudos de casos (século 19), comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
FUNES, Euripedes A. Família e mulher nos mocambos do baixo Amazonas. Raça e Família no Brasil - Estudos CEDHAL, no. 9 (nova série), São Paulo, Humanitas Publicações -- FFLCH/USP, 1997, p. 53-68.
GYKOGAES, José Roberto. Queimado: uma rebelião escrava na Província do Espírito Santo. Cativeiro & Liberdade: Revista Interdisciplinar em História Social. Rio de Janeiro, Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em História Social da UFRJ e Laboratório de História Oral e Iconográfica da UFF, ano II, v. 4, jul./dez. 1996, p. 5-15.
KLEIN, Herbert S. Los inmigrantes españoles en Brasil. Estudios Migratorios Latinoamericanos, no. 29, 1995, p. 77-112.
LESSER, Jeffrey. La inmigración de judíos polacos en Brasil, 1920- 1935. Estudios Migratorios Latinoamericanos, no. 27, 1994, p. 361- 380.
LIMA, Carlos. Entre duas estratégias patriarcais: casamentos de libertos na cidade do Rio de Janeiro, 1803-1834. Cativeiro & Liberdade: Revista Interdisciplinar em História Social. Rio de Janeiro, Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em História Social da UFRJ e Laboratório de História Oral e Iconográfica da UFF, ano III, v. 5, jan./jun. 1997, p. 45-63.
LIMA, Maria Helena Beozzo de. A missão herdada: um estudo sobre a inserção do migrante português, (mestrado, Museu Nacional/UFRJ, Rio de Janeiro, 1974), 299 p. (Extraído de VALLADARES, 1992).
LOPES, Eliane Cristina. O revelar do pecado: os filhos ilegítimos na São Paulo do século XVIII. São Paulo, Annablume/FAPESP, (Selo Universidade, História).
MARCYKIGALIO, Maria Luiza. A etnodemografia da criança abandonada na História do Brasil: séculos 18 e 19. Latin American Population History Bulletin. Minneapolis, Department of History/University of Minnesota, no. 28, fall 1998, p. 2-11.
MARCONDES, Renato Leite. Os movimentos demográficos e da estrutura da posse de cativos no vale do Paraíba paulista (1778-1829), comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
MARTINE, George. Internal migration and its consequences; the case of Guanabara State, (doutorado, Providende, Brown University). (Extraído de VALLADARES, 1992).
MOTTA, José Flávio. Tráfico interno de cativos: o preço das mães escravas e sua prole, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
NADALIN, Sergio Odilon. A propósito de um balanço da demografia histórica: notas para um debate. Revista Brasileira de Estudos de População. São Paulo, ABEP, 14(1/2):145-149, jan./dez. 1997.
NAZZARI, Muriel. Concubinage in Colonial Brazil: the inequalities of race, class and gender. Journal of Family History, 21(2):107- 124, abr. 1996.
NOGUEIRA, Arlinda Rocha. Início da imigração: chegada da primeira leva. Revista do IEB. São Paulo, IEB, no. 39, p. 41-56, 1995. Trata-se do capítulo 7 do livro intitulado: A imigração japonesa para a lavoura cafeeira paulista (1902-1922), São Paulo, IEB, 1973.
OLIVEIRA, Anderson José Machado de. Santos negros e negros devo- tos: a irmandade de Santo Elesbão e Santa Efigênia no Rio de Janeiro, século XIX. Cativeiro & Liberdade: Revista Interdisciplinar em História Social. Rio de Janeiro, Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em História Social da UFRJ e Laboratório de História Oral e Iconográfica da UFF, ano II, v. 4, jul./dez. 1996, p. 17-45.
PETRUCCELLI, José Luís. Vassouras, opulência e miséria: as duas faces da concentração da riqueza (1872-1920). Cativeiro & Liberdade: Revista Interdisciplinar em História Social. Rio de Janeiro, Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em História Social da UFRJ e Laboratório de História Oral e Iconográfica da UFF, ano II, v. 4, jul./dez. 1996, p. 59-71.
PETRUCCELLI, José Luis. Comportamento demográfico e estratégias familiares, os grupos sociais dominantes numa economia cafeeira 1889-1929, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outu- bro de 1998.
RAMINELLI, Ronald. Depopulação na Amazônia colonial, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
REGINATO, Mauro. Emigração e comportamentos demográficos italianos que emigraram para Santa Izabel e italianos que permaneceram na pátria, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
REHER, David S. Desafios e conquistas da demografia histórica no final do século. Revista Brasileira de Estudos de População. São Paulo, ABEP, 14(1/2):101-124, jan./dez. 1997.
RODARTE, Mario Marcos Sampaio & BARBIERI, Alisson Flávio. Urbanização e consistência de informações censitárias no dezoito mineiro, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
RODRIGUES, Cláudia. A cidade e a epidemia da morte: a febre amarela e seu impacto sobre os costumes fúnebres no Rio de Janeiro (1849-1850), comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), ou- tubro de 1998.
SAMARA, Eni Mesquita & LOPES, Eliane Cristina. Meretrizes e seus domicílios na população de Fortaleza: uma análise preliminar em 1887, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
SAKURAI, Célia. La inmigración japonesa en Brasil: una história de ascenso social. Estudios Migratorios Latinoamericanos, no. 29, 1995, p. 149-190.
SEYFERTH, Giralda. La inimigración alemana y la política brasileña de colonización. Estudios Migratorios Latinoamericanos, no. 29, 1995, p. 53-76.
SILVA, Jovam Vilela da. Mistura de cores: política de povoamento e população na Capitania de Moato Grosso, século XVIII. Cuiabá, 1995.
SILVA, Maria Beatriz Nizza da. História da família no Brasil Colonial. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 292 p., 1998.
SUZIKI, Teiiti. A imigração japonesa no Brasil. Revista do IEB. São Paulo, IEB, no. 39, p. 57-65, 1995.
VANGELISTA, Chiara. Gênero e estratégias migratórias: mulheres italianas imigrantes no Estado do Espírito Santo Brasil, 1894-1895, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
VENANCIO, Renato Pinto. Os escravos e a morte: uma sondagem nos registros paroquiais de óbitos de Minas Gerais colonial, comunicação apresentada no XI Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, Caxambu (MG), outubro de 1998.
ESTATÍSTICAS RETROSPECTIVAS
BRASIL - ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO (1550 - 1991)
|
AUTOR(fonte) |
POPULAÇÃO |
ANO |
|
Félix de Contreiras Rodrigues (a) |
15.000 |
1550 |
|
Félix de Contreiras Rodrigues(a) |
17.100 |
1576 |
|
Pandiá Calógeras(a) |
|
|
|
Brancos |
25.000 |
|
|
Índios civilizados |
18.000 |
|
|
Escravos negros |
14.000 |
|
|
Total |
57.000 |
1583 |
|
Varnhagen(b) |
57.000 |
1585 |
|
Félix de Contreiras Rodrigues (a) |
|
|
|
Brancos |
30.000 |
|
|
Mestiços, negros e índios |
70.000 |
|
|
Total |
100.000 |
1600 |
|
Félix de Contreiras Rodrigues(a) |
|
|
|
Brancos e índios livres |
74.000 |
|
|
Escravos |
110.000 |
|
|
Total |
184.000 |
1660 |
|
Félix de Contreiras Rodrigues(a) |
de 184.000 a 300.000 |
1690 |
|
Thomas Ewbank(a) |
1.500.000 |
1766 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados)(h) |
2.502.000 |
1770 |
|
Dauril Alden (dados originais)(c) |
1.505.706 |
1776 |
|
Dauril Alden (dados ajustados)(c) |
1.555.200 |
1776 |
|
Abade Corrêa da Serra (d) |
1.900.000 |
1776 |
|
Dauril Alden (dados revisados) (c) |
de 1.710.720 a 1.866.240 |
1770/79 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados)(h) |
2.841.000 |
1780 |
|
Félix de Contreiras Rodrigues (a) |
2.523.000 |
1780 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados)(h) |
3.225.000 |
1790 |
|
Thomas Ewbank(a) |
3.000.000 |
1798 |
|
Félix de Contreiras Rodrigues(a) |
|
|
|
Brancos |
1.010.000 |
|
|
Índios |
252.000 |
|
|
Libertos |
406.000 |
|
|
Pardos escravos |
221.000 |
|
|
Negros escravos |
1.361.000 |
|
|
Total |
3.250.000 |
1798 |
|
Clérigo Santa Apolónia(c) |
3.250.000 |
1798 |
|
Alexander von Humboldt(c) |
3.800.000 |
1798 |
|
Abade Corrêa da Serra(c) |
4.000.000 |
1798 |
|
Dauril Alden (dados calculados)(c) |
1.989.633 |
1798 |
|
Dauril Alden (dados revisados)(c) |
De 2.188.596 a 2.387.559 |
1798 |
|
Giorgio Mortara(dados estimados)(h) |
3.660.000 |
1800 |
|
Alexander von Humboldt(a) |
|
|
|
Brancos |
920.000 |
|
|
Índios:Rio Negro,Rio Branco e Amazonas |
260.000 |
|
|
Índios independentes (aproximadamente) |
210.000 |
|
|
Negros |
1.960.000 |
|
|
Mestiços (aproximadamente) |
300.000 |
|
|
Total |
3.650.000 |
(circa)1800 |
|
Memória Estatística do Império(e) |
2.419.406 |
1808 |
|
D. Rodrigo de Souza Coutinho(d) |
4.000.000 |
1808 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados)(h) |
4.155.000 |
1810 |
|
Alexander von Humboldt(d) |
4.000.000 |
1810 |
|
Adriano Balbi(a) |
|
|
|
Brancos |
843.000 |
|
|
Índios de todas as castas |
259.400 |
|
|
Mestiços livres |
426.000 |
|
|
Mestiços cativos |
202.000 |
|
|
Negros livres |
159.500 |
|
|
Negros escravos |
1.728.000 |
|
|
Total |
3.617.900 |
1810 |
|
Conselheiro A. R. Velloso de Oliveira(d) |
|
|
|
Exclusive índios não domesticados |
2.860.525 |
1815 |
|
Henry Hill(d) |
|
|
|
Índios bravios |
500.000 |
|
|
Índios domesticados |
100.000 |
|
|
Negros e mulatos escravos |
1.000.000 |
|
|
Negros livres |
80.000 |
|
|
Mestiços |
800.000 |
|
|
Brancos |
820.000 |
|
|
Total |
3.300.000 |
1817 |
|
Adriano Balbi (a) |
4.222.000 |
1819 |
|
Thomas Ewbank (a) |
4.396.000 |
1819 |
|
Conselheiro A. R. Velloso de Oliveira(d) |
|
|
|
Livres |
2.488.743 |
|
|
Escravos |
1.107.389 |
|
|
Índios não domesticados |
800.000 |
|
|
Total |
4.396.132 |
1819 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados)(h) |
4.717.000 |
1820 |
|
Memória Estatística do Império (e) |
|
|
|
Livres |
2.813.351 |
|
|
Escravos |
1.147.515 |
|
|
Total |
3.960.866 |
1823 |
|
Joaquim Pedro Cardoso Casado Giraldes(d) |
5.000.000 |
1825 |
|
JoãoMauricioRugendas(f) |
|
|
|
Homens de cor (sem levarem conta a condição de livres e escravos; como "homens de cor" estão os que não eram brancos, nem pretos, nem índios) |
628.000 |
|
|
Negros |
1.987.500 |
|
|
Índios |
300.000 |
|
|
Brancos |
843.000 |
|
|
(são indicados 4.000.000 de habitantes mas apresentados segundo a "cor" só 3.758.500) |
4.000.000 |
1827 |
|
Giorgio Mortara(dados estimados) (h) |
5.354.000 |
1830 |
|
Malte-Brun (d) |
|
|
|
Brancos |
1.347.000 |
|
|
Negros |
2.017.000 |
|
|
Mestiços |
1.748.000 |
|
|
Indígenas |
228.000 |
|
|
Total |
5.340.000 |
1830 |
|
Senador José Saturnino (d) |
3.800.000 |
1834 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados) (h) |
6.233.000 |
1840 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados) (h) |
7.256.000 |
1850 |
|
Senador Cândido Baptista de Oliveira(d) |
8.000.000 |
1850 |
|
Senador Luiz Pedreira do Couto Ferraz(g) |
7.677.800 |
1854 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados)(h) |
8.448.000 |
1860 |
|
"O Império do Brasil"(d) |
|
|
|
livres |
9.880.000 |
|
|
escravos |
1.400.000 |
|
|
Indígenas errantes |
500.000 |
|
|
Total |
11.780.000 |
1867 |
|
Cândido Mendes de Almeida(d) |
11.030.000 |
1868 |
|
Senador Thomaz Pompeu de Souza Brazil(d) |
|
|
|
Livres |
8.510.000 |
|
|
Escravos |
1.690.000 |
|
|
Índios |
215.000 |
|
|
Total |
10.415.000 |
1869 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados) (h) |
9.834.000 |
1870 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados) (h) |
10.145.000 |
1872 |
|
Recenseamento 1/8/1872(i) |
9.930.478 |
1872 |
|
Recenseamento (dados ajustados)(g) |
10.112.061 |
1872 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados)(h) |
11.847.000 |
1880 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados)(h) |
14.425.000 |
1890 |
|
Recenseamento 31/12/1890(i) |
14.333.915 |
1890 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados)(h) |
18.621.000 |
1900 |
|
Recenseamento 31/12/1900(i) |
17.438.434 |
1900 |
|
Giorgio Mortara (dados estimados)(h) |
24.037.000 |
1910 |
|
Recenseamento 1/9/1920(i) |
30.635.605 |
1920 |
|
Recenseamento 1/9/1940(i) |
41.236.315 |
1940 |
|
Recenseamento (dados ajustados)(i:nota2) |
41.253.028 |
1940 |
|
Recenseamento 1/7/1950(i) |
51.944.397 |
1950 |
|
Recenseamento (dados ajustados)(i:nota3) |
51.976.357 |
1950 |
|
Recenseamento (pop. residente) 1/9/1960(l) |
70.070.457 |
1960 |
|
Recenseamento (pop. presente) 1/9/1960(l) |
70.191.370 |
1960 |
|
Recenseamento 1/9/1970(i) |
93.139.037 |
1970 |
|
Recenseamento 1/9/1980(l) |
119.002.706 |
1980 |
|
Recenseamento 1/9/1991(l) |
146.825.475 |
1991 |
|
ContagemdaPopulação1/8/1996(j) |
157.070.163 |
1996 |
Fontes:
(a) SIMONSEN, Roberto C. História Econômica do Brasil (1500-1820). São Paulo, Cia. Editora Nacional, 6a. ed., 1969, (Coleção Brasiliana, Série Grande For- mato, v. 10), p. 88 e p. 271.
(b) MARCYKIGALIO, Maria Luiza. Crescimento histórico da população brasileira até 1872. In: MARCYKIGALIO, Maria Luiza et alii. Crescimento populacional (histórico e atual) e componentes do crescimento (fecundidade emigrações). São Paulo, CEBRAP, 1973, (Cadernos CEBRAP, 16).
(c) ALDEN, Dauril. The population of Brazil in the late eighteenth century: a preliminary survey. The Hispanic American Historical Review. Durham, Duke University Press, vol. XLIII, no. 2, p. 173-205, may 1963.
(d) SILVA, Joaquim Norberto de Souza e. Investigações sobre os recenseamentos da população geral do império e de cada província de per si tentados desde os tempos coloniais até hoje. Apresentado, originalmente, como "Memória" anexa- da ao Relatório do Ministério do Império, apresentado, em 1870, pelo titular da pasta, Conselheiro Paulino José Soaresde Souza. São Paulo, IPE-USP, edição fac-similada, p. 5-167, 1986.
(e) Memória Estatística do Império do Brazil (documento anônimo de 1829). Revis ta Trimestral do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro, Cia. Tipográfica do Brazil, Tomo LVIII, parte 1, no. 91, 1895, p. 91-9.
(f) RUGENDAS, João Mauricio. Viagem pitoresca através do Brasil. Belo Horizonte/ /São Paulo, Itatiaia/EDUSP, 8a. ed., 1979, p. 97, (Reconquista do Brasil, Nova Série, v. 2).
(g) Resumo Histórico dos inquéritos censitários realizados no Brasil. Publicado originalmente no volume I - Introdução, Recenseamento do Brasil, 1920, p. 401-83. São Paulo, IPE-USP, edição fac-similada, p. 169-251, 1986.
(h) MORTARA, Giorgio. Estudos sobre a utilização do censo demográfico para a re- constituição das estatísticas do movimento da população do Brasil. Revista Brasileira de Estatística. Rio de Janeiro, IBGE, ano II, no. 5, vol. III, jan./mar. 1941, p. 41-3.
(i) Anuário estatístico do Brasil: 1993. Rio de Janeiro, IBGE, 1994. p. 2-6.
(j) Contagem da População: 1996. Dado fornecido pelo IBGE em 1998.
(l) Anuário estatístico do Brasil: 1996. Rio de Janeiro, IBGE, 1997.
BRASIL: POPULAÇÃO (ESTIMATIVAS EFETUADAS POR GIORGIO MORTARA)
(1770 - 1919)
|
ANO |
POPULAÇÃO |
ANO |
POPULAÇÃO |
ANO |
POPULAÇÃO |
|
1770 |
2.502.000 |
1820 |
4.717.000 |
1870 |
9.834.000 |
|
1771 |
2.534.000 |
1821 |
4.777.000 |
1871 |
9.985.000 |
|
1772 |
2.566.000 |
1822 |
4.838.000 |
1872 |
10.145.000 |
|
1773 |
2.599.000 |
1823 |
4.899.000 |
1873 |
10.344.000 |
|
1774 |
2.632.000 |
1824 |
4.962.000 |
1874 |
10.546.000 |
|
1775 |
2.666.000 |
1825 |
5.025.000 |
1875 |
10.753.000 |
|
1776 |
2.700.000 |
1826 |
5.089.000 |
1876 |
10.963.000 |
|
1777 |
2.735.000 |
1827 |
5.154.000 |
1877 |
11.177.000 |
|
1778 |
2.770.000 |
1828 |
5.220.000 |
1878 |
11.397.000 |
|
1779 |
2.805.000 |
1829 |
5.287.000 |
1879 |
11.620.000 |
|
1780 |
2.841.000 |
1830 |
5.354.000 |
1880 |
11.847.000 |
|
1781 |
2.877.000 |
1831 |
5.436.000 |
1881 |
12.078.000 |
|
1782 |
2.914.000 |
1832 |
5.519.000 |
1882 |
12.315.000 |
|
1783 |
2.951.000 |
1833 |
5.603.000 |
1883 |
12.556.000 |
|
1784 |
2.988.000 |
1834 |
5.690.000 |
1884 |
12.802.000 |
|
1785 |
3.026.000 |
1835 |
5.777.000 |
1885 |
13.053.000 |
|
1786 |
3.065.000 |
1836 |
5.865.000 |
1886 |
13.308.000 |
|
1787 |
3.104.000 |
1837 |
5.955.000 |
1887 |
13.568.000 |
|
1788 |
3.144.000 |
1838 |
6.046.000 |
1888 |
13.834.000 |
|
1789 |
3.184.000 |
1839 |
6.139.000 |
1889 |
14.105.000 |
|
1790 |
3.225.000 |
1840 |
6.233.000 |
1890 |
14.425.000 |
|
1791 |
3.266.000 |
1841 |
6.328.000 |
1891 |
14.798.000 |
|
1792 |
3.307.000 |
1842 |
6.425.000 |
1892 |
15.181.000 |
|
1793 |
3.349.000 |
1843 |
6.524.000 |
1893 |
15.573.000 |
|
1794 |
3.392.000 |
1844 |
6.624.000 |
1894 |
15.976.000 |
|
1795 |
3.435.000 |
1845 |
6.725.000 |
1895 |
16.389.000 |
|
1796 |
3.479.000 |
1846 |
6.828.000 |
1896 |
16.813.000 |
|
1797 |
3.524.000 |
1847 |
6.933.000 |
1897 |
17.248.000 |
|
1798 |
3.569.000 |
1848 |
7.039.000 |
1898 |
17.694.000 |
|
1799 |
3.614.000 |
1849 |
7.146.000 |
1899 |
18.152.000 |
|
1800 |
3.660.000 |
1850 |
7.256.000 |
1900 |
18.621.000 |
|
1801 |
3.707.000 |
1851 |
7.367.000 |
1901 |
19.103.000 |
|
1802 |
3.754.000 |
1852 |
7.480.000 |
1902 |
19.597.000 |
|
1803 |
3.802.000 |
1853 |
7.594.000 |
1903 |
20.103.000 |
|
1804 |
3.851.000 |
1854 |
7.711.000 |
1904 |
20.623.000 |
|
1805 |
3.900.000 |
1855 |
7.829.000 |
1905 |
21.157.000 |
|
1806 |
3.950.000 |
1856 |
7.949.000 |
1906 |
21.704.000 |
|
1807 |
4.000.000 |
1857 |
8.071.000 |
1907 |
22.265.000 |
|
1808 |
4.051.000 |
1858 |
8.194.000 |
1908 |
22.841.000 |
|
1809 |
4.103.000 |
1859 |
8.320.000 |
1909 |
23.432.000 |
|
1810 |
4.155.000 |
1860 |
8.448.000 |
1910 |
24.037.000 |
|
1811 |
4.208.000 |
1861 |
8.577.000 |
1911 |
24.659.000 |
|
1812 |
4.262.000 |
1862 |
8.708.000 |
1912 |
25.297.000 |
|
1813 |
4.316.000 |
1863 |
8.842.000 |
1913 |
25.951.000 |
|
1814 |
4.371.000 |
1864 |
8.977.000 |
1914 |
26.622.000 |
|
1815 |
4.427.000 |
1865 |
9.114.000 |
1915 |
27.311.000 |
|
1816 |
4.483.000 |
1866 |
9.254.000 |
1916 |
28.017.000 |
|
1817 |
4.541.000 |
1867 |
9.396.000 |
1917 |
28.742.000 |
|
1818 |
4.599.000 |
1868 |
9.539.000 |
1918 |
29.485.000 |
|
1819 |
4.657.000 |
1869 |
9.686.000 |
1919 |
30.247.000 |
FONTE: MORTARA, Giorgio. Estudos sobre a utilização do censo demo- gráfico para a reconstituição das estatísticas do movimento da população do Brasil. Revista Brasileira de Estatística. Rio de Janeiro, IBGE, ano II, no. 5, vol. III, jan./mar. 1941, p. 41-3. Diz MORTARA: "Utilizamos os censos da população de 1920, 1890 e 1872 e as estimativas de 1830 e 1808. Desprezando os dados do censo de 1900, como suspeitos de erro por falta, calculamos as variações da população entre 31 de dezembro de 1890 e 31 de agosto de 1920, conforme a hipótese de uma taxa constante de crescimento médio geométrico anual: taxa de 2,59%, deduzida da comparação dos dois censos. Entre 31 de julho de 1872 e 31 de dezembro de 1890 aplicamos a taxa média geométrica anual de 1,96%, deduzida da comparação dos dois censos. Entre 1830 e 1872 aplicamos a taxa média geométrica anual de 1.53%, indicada pela comparação do censo de 1872 com a estimativa de 1830. Afinal, entre 1808 e 1830 e anteriormente à primeira data aplicamos a taxa média geométrica anual de 1.28%, deduzida da comparação das duas estimativas de 1830 e de 1808."
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