
Ilha de Barbada, cemitério de Christ Church entre
Agosto de 1812 e Abril de 1820.
O bloco de mármore azul de cerca de 450Kg que tapava a entrada da cripta da família
Chase, era içado através de um cavalete.
Naquele dia de Agosto de 1812, o caixão de Thomas Case ia se juntar aos outros três que
já lá estavam, o ultimo dos quais da sua filha mais velha, que se dizia ter-se deixado
morrer de fome para escapar à tirania do pai.
Ao entrarem na cave para lá depositarem o caixão,
deparou-se que dois caixões estavam de pé nos cantos, e o terceiro de perna para o ar.
O Túmulo tinha sido violado. Tudo foi reposto, a cripta ,inspeccionada e fechada.
A 25 de Setembro de 1816, o bloco de mármore era de novo levantado para mais um ocupante.
Novamente todos os caixões estavam fora de sitio. Depois de tudo recolocado, o reverendo
e o secretário do governador examinaram a cripta e nada notaram de estranho. A cripta foi
fechada, o cavalete desmontado, e 8 homens tentaram levantar o bloco de mármore em vão.
Cinquenta e dois dias depois a cripta abria-se para
novo ocupante, apenas um dos caixões, o único que era de madeira e já estava em mau
estado, não tinha sido mexido. Todos os outros estavam espalhados pela cave.
Foram todos retirados do interior, a cripta e arredores minuciosamente inspeccionados, sem
se encontra qualquer entrada oculta. Tudo foi recolocado de novo, e a laje da entrada
desta vez calafetada com cimento.
A 7 de julho de 1819, após representantes oficiais
do governo inspeccionarem o cimento, os pedreiros partiram-no e o cavalete foi montado.
Mais uma vez tudo estava em desordem no interior, menos o caixão de madeira.
Tudo foi colocado em ordem, foi espalhada pelo fundo da cripta uma camada regular de areia
branca fina, a laje colada com cimento e antes que este secasse, vária autoridades
imprimiram nele o seu selo. Foi incumbido a um membro da policia ir todos os dias
verificar o estado da cripta.
O tempo foi passando sem que ninguém morresse e a 20
de Abril de 1920 as autoridades de Barbada sucumbiram à curiosidade
O Governador, as autoridades que tinham colocado o seu selo, o reverendo e dois pedreiros,
inspeccionaram minuciosamente o exterior.
Tudo estava em ordem. Mas apenas no exterior, pois dentro os caixões estavam dispersos
pelo chão.
As paredes da cripta foram marteladas, à procura de
sons ocos, barras de ferro foram enfiadas na camada rochosa exterior à procura de
túneis, tudo em vão.
O Governador ordenou que os caixões fossem depositados em outro local, a cripta deixada
aberta e abandonada.