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Vozes Femininas Portuguesas
Maria João

"Maria João tem uma voz que são muitas vozes a um só tempo."

J. M. García Martínez, jornalista espanhol
(EL PAIS, Madri, Espanha, 13 de março de 2005)

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Maria João

Cometeríamos um grave equívoco se falássemos das mais belas vozes femininas portuguesas sem  mencionar a mais famosa cantora portuguesa de jazz.  Dona de uma voz que arregimenta fãs em toda a Europa, Maria João Monteiro Grancha nasceu em Lisboa, em 1956, e diferentemente de outras cantoras nunca pensou em sua juventude em seguir a carreira artística.  
            Até os 27 anos de idade, Maria João investiu, em verdade, nos esportes, tornando-se exímia nadadora e, pasmem, lutadora de Aikido.  A música surgiu em sua vida depois que seus amigos a aconselharam a tomar aulas em um clube de jazz local.  Ela apresentou-se para uma audição e, a despeito de sua inexperiência, foi aprovada e começou ali mesmo a estudar música.
                 Tempos depois, Maria João fundou sua própria banda de jazz e começou a se apresentar em casas noturnas de Lisboa.  Sua carreira começou a deslanchar depois do lançamento de seu primeiro álbum e, sobretudo, depois de trabalhar como apresentadora de televisão.
                Maria João é hoje a mais requisitada das cantoras de jazz de Portugal, apresentando-se por toda a Europa e também em outros continentes.  No decorrer de sua carreira, que até hoje segue sólida e bem sucedida, teve vários parceiros musicais, com os quais gravou álbuns e apresentou-se em espetáculos por todo o continente, como o pianista Aki Takase e a banda Cal Viva -- da qual participavam o hoje integrante do Madredeus José Peixoto e Mário Laginha, que futuramente viria a se tornar um de seus principais colaboradores.  Mário Laginha, aliás, tem acompanhado Maria João desde 1994, formando um bem sucedido duo com a cantora. Desta parceria, podem-se destacar os álbuns "Cor"(1998) -- o qual evoca os 500 anos dos descobrimentos portugueses -- e " Lobos, Raposas e Coiotes" (1999), no qual registra duas famosas canções brasileiras, "Beatriz" e "Asa Branca".
            A ligação de Maria João, cuja ascendência tem raízes moçambicanas, e o Brasil, aliás, é notória.  A cantora já se apresentou no país algumas vezes, e a sonoridade de seus trabalhos é sempre associada à música brasileira.  Seu álbum "Chorinho Feliz", (2000), lançado em comemoração aos 500 anos da presença portuguesa no Brasil, conta com a participação de músicos como Gilberto Gil e Lenine e outros artistas incluindo Helge A. Norbakken, Toninho Ferragutti e Nico Assumpção.
               O mais novo projeto de Maria João, iniciado em 2001, chama-se Mumadji, um quarteto formado por Maria João, Mário Laginha, Helge Norbakken e Toninho Ferragutti.  O nome do grupo significa "Português-Europeu" em Xangana, uma das línguas faladas em Moçambique.   Recentemente, em 2003, foi lançado "Undercovers", um álbum composto por releituras do grupo de grandes sucessos da música universal - incluíndo "O Quereres", de Caetano Veloso - e em 2004, "Tralha", com temas originais de Mário Laginha.

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Mário Laginha e Maria João

www.mariajoao.org

Maria João Fan Club

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